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Política

Lula, no ABC; Flávio, em Copacabana: campanhas começam nos berços políticos com as bases, mas de olho nos indecisos

Brasil de Fato ·
Lula, no ABC; Flávio, em Copacabana: campanhas começam nos berços políticos com as bases, mas de olho nos indecisos

Começa oficialmente neste domingo (16) a campanha eleitoral de 2026. Para o pontapé inicial, os candidatos à Presidência da República escolheram seus berços políticos a fim de relembrar suas raízes e acenar para as suas bases. Com o início da propaganda na TV e a intensificação nas redes sociais, os principais adversários da disputa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) , procuram conquistar os indecisos, concentrados na região Sudeste, onde estão os maiores colégios eleitorais e a maioria das pessoas que deve decidir o voto nas próximas semanas.

“O início da campanha eleitoral oficial muda, porque as pessoas vão ser convidadas a pensar sobre isso nos próximos 45 dias. Desde o início da campanha até o primeiro turno e, quem sabe, o segundo turno. Então, é meio inevitável, as pessoas vão passar a prestar atenção”, afirma o coordenador de parcerias do Instituto Democracia em Cheque e professor da pós-graduação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Paulo Roberto Souza.

Lula, que segundo pesquisa Quaest divulgada na sexta (14), tem 38% das intenções de votos , lança a campanha para a reeleição “onde tudo começou” , como lembra o convite para o evento no Estádio 1º de Maio, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP).

O estádio foi palco das greves dos últimos anos da ditadura militar, por meio das quais Lula e o Partido dos Trabalhadores começaram uma longa trajetória política. “De cima de uma mesa, com megafone na mão, o eco das palavras de um operário, reverberado boca a boca, frase a frase, ajudou a moldar um país que aprendeu a sonhar e a nunca duvidar da capacidade do povo brasileiro”, relembra o texto que chama para o evento.

Flávio Bolsonaro escolheu Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ), para a mobilização. O bairro recebeu várias manifestações bolsonaristas , como a de 7 de setembro de 2021, quando aliados e o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro se aglomeraram, sem máscaras e em plena pandemia, para protestar contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e exigir o voto impresso, ou a de 16 de março de 2025, quando eles voltaram à avenida carioca para pedir anistia aos golpistas de 8 de janeiro.

“É agora, nesse domingo, que começa o resgate do nosso Brasil. Vista a camisa do Bolsonaro, e vá para Copacabana, dar o recado nas ruas: que nós queremos mudar o Brasil. O Brasil vai vencer”, conclama o “01” do clã Bolsonaro nas redes sociais.

“Um candidato escolhe um lugar como esse na hora de marcar esse ato para evocar uma memória. Então, o Lula quer evocar a memória da origem sindical e essa conexão com os movimentos sociais. E o Flávio, a mesma coisa, porque é em Copacabana que aconteceu o movimento em torno de Bolsonaro, seja pela anistia, seja contra os ministros do Supremo. Essa memória que ele quer evocar, uma memória que foi construída em torno do seu pai”, aponta a cientista política e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mayra Goulart.

Os outros candidatos que estão na lanterna das pesquisas também vão para as bases.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.brasildefato.com.br — o conteúdo pertence a Brasil de Fato.

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