Drones autônomos: veja perguntas e respostas sobre arma operada por inteligência artificial
Homem observa drone russo derrubado pela Ucrânia e colocado em exposição nas ruas de Kiev Gleb Garanich/Reuters A Ucrânia disse ter confirmado nesta semana o primeiro ataque de um drone russo controlado por inteligência artificial a resultar na morte de civis. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo Kiev, o drone tomou a decisão de atacar seu alvo sem a interferência de um operador humano.
A informação foi publicada na segunda-feira (24) pelo jornal americano "The New York Times".
Na terça (25), a ONU defendeu limites globais para armas autônomas, sem citar diretamente o caso denunciado pela Ucrânia.
Veja, a seguir, perguntas e respostas sobre o caso: Como e quando ocorreu o ataque descrito pela Ucrânia? Autoridades ucranianas disseram no início da semana que, no dia 6 de julho, um drone autônomo, controlado por inteligência artificial, atacou e explodiu um posto de combustível na cidade de Zaporizhzhia, no leste da Ucrânia, matando três civis.
Pela primeira vez, drone russo controlado por IA mata civis na guerra na Ucrânia Por que esse evento é relevante? Se Kiev estiver certa, este seria o primeiro ataque de uma arma autônoma a matar civis em um confronto no mundo.
"Esse é um risco para o mundo inteiro.
Em alguns anos, nós estaremos vivendo em um filme do 'Exterminador do Futuro'.
Não é brincadeira.
Máquinas estão tomando decisões de atacar", disse Serhiy Minaiev, comandante das defesas aéreas de Zaporizhzhia.
Por que a Ucrânia só divulgou essa informação agora? Após o ataque, equipes militares forenses em Zaporizhzhia examinaram o local da explosão e os destroços do equipamento para chegar à conclusão de que o ataque foi realizado utilizando recursos de inteligência artificial.
Como o drone escolheu o alvo, segundo os militares ucranianos? O drone estava equipado com um chip de inteligência artificial, fabricado pela americana Nvidia, que havia sido pré-programado por um operador humano para atacar um posto de combustível.
Ao se aproximar do alvo, no entanto, ele escolheu o local exato do impacto — provavelmente tanques de gás propano — de maneira autônoma.
A hipótese dos ucranianos é de que o drone havia sido "ensinado" a reconhecer os tanques, de modo a causar mais destruição.
Quais são as implicações éticas de drones e outras armas autônomas? Críticos dizem que esse tipo de armamento, que é treinado para reconhecer sozinho alvos como pontes, soldados, veículos militares etc, são mais propensos a cometer erros e até mesmo crimes de guerra, por exemplo, não distinguindo corretamente civis (que são alvos ilegítimos) de combatentes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.