Preço da mensalidade escolar deve subir entre 7% a 11% em 2027
Os pais que têm os filhos estudando em escolas particulares vão precisar ajustar ainda mais o orçamento em 2027.
Isso porque os preços da matrícula e mensalidade poderão ter um reajuste entre 7% e 11%, conforme estudo feito pela consultoria Meira Fernandes, especializada em gestão educacional.
A análise considera valores do Paraná e outros estados.
O índice está acima da inflação de 5,03% projetada pelo mercado para este ano pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampla), de acordo com o último Boletim Focus do Banco Central.
Saiba as últimas notícias de Curitiba e Paraná: entre na comunidade do Bem Paraná Segundo a consultoria, o reajuste planejado também está acima do registrado em anos anteriores.
Por exemplo, no ano passado a pesquisa identificou uma variação entre 9% e 10%.
Pesquisa das mensalidades escolares foi feita em oito estados A pesquisa deste ano ouviu 1.500 escolas em oito estados (São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso, Maranhão, Ceará e Roraima), entre os dias 11 de junho e 3 de agosto.
Juntos, esses colégios têm quase 120 mil alunos matriculados.
Os dados mostram ainda que 98,9% das instituições particulares pretendem fazer algum tipo de reajuste nas mensalidades, sendo que 80,6% projetam um aumento entre 7% e 11%.
Inadimplência tem grande peso no aumento Os responsáveis pela pesquisa identificaram ainda que o reajuste ocorre sobretudo para equilibrar as contas diante do aumento da inadimplência e da exigência por investimentos, como contratação de profissionais especializados e segurança digital.
“O resultado é que as mensalidades de 2027 começam a ser definidas não apenas como um reajuste anual, mas como uma ação real para, minimamente, recompor um orçamento submetido a custos simultâneos e permanentes”, diz a pesquisa.
Mais da metade das escolas ouvidas (51,93%) relata ter tido atrasos de 2% a 5% dos pagamentos no primeiro semestre.
Já no mesmo período de 2025, a fatia de escolas com esse nível de calote era menor, de 46,59%.
Educação inclusiva tem impactos As escolas relatam, no entanto, que a maior parte da pressão nos custos tem sido os investimentos necessários para promover uma educação especial inclusiva e a contratação de profissionais especializados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.