O paradoxo da regulação de IA: é cedo e tarde demais para definir regras
A regulação de inteligência artificial deveria ter um prazo para ser revista, em razão da velocidade com que a tecnologia está avançando, propôs Renata Wassermann, pesquisadora e professora do IME-USP e diretora da Lawgorithm, durante uma palestra no Super Bots Experience 2026 , nesta terça-feira, 18, em São Paulo.
Wassermann citou o cientista da computação Andrew Tanenbaum e a sua “teoria dos dois elefantes”, que descreve o desenvolvimento de qualquer tecnologia em três momentos distintos: pesquisa, padronização e investimento, nesta ordem. Durante as fases de pesquisa e de investimento, há muita atividade — por isso são chamadas de “dois elefantes”. Entre elas, há uma fase de baixa atividade, quando é o momento propício para se estabelecer uma regulamentação. O problema é que, na inteligência artificial, as duas fases (pesquisa e investimento) estão acontecendo ao mesmo tempo.
“No caso da regulação da IA, está cedo demais, porque nem os especialistas conseguem definir os conceitos básicos. Ao mesmo tempo, está tarde demais, porque as empresas já investiram muito”, disse Wassermann. Ou seja, é um paradoxo.
A solução, no seu entender, é definir regras que serão necessariamente temporárias, com um prazo definido para que sejam revistas à luz do avanço da tecnologia.
Ela elogiou iniciativas de sandbox regulatório, em que as regras possam ser testadas antes de entrarem em vigor.
Sobre a tramitação do PL 2338 na Câmara, que pode vir a ser o marco legal da IA no Brasil, Wassermann não acredita que a votação aconteça neste ano.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.mobiletime.com.br — o conteúdo pertence a Mobile Time.