O que são agentes de IA e como eles vão mudar a forma de comprar, pagar e investir
Uma bela manhã de sábado, depois de decidir o destino das férias com seu cônjuge, você dará o comando: “Alexa, compre duas passagens para Orlando, com ida em 26 de abril e volta em 2 de maio.
Quero o menor preço, classe econômica, voo direto, entre 18h e 22h, em uma companhia bem avaliada.
Pague com cartão em dez parcelas sem juros e envie as passagens para o meu e-mail.” Alguns minutos depois, chegam o aviso do banco de que o pagamento foi aprovado e o e-mail com as passagens e o QR Code exatamente dentro das condições que você determinou.
Pode parecer uma versão mais sofisticada da assistente virtual que hoje informa a previsão do tempo, toca uma música ou adiciona um produto à lista de compras.
A diferença é que, nessa situação, a inteligência artificial não apenas respondeu a um pedido: ela pesquisou, comparou alternativas, tomou decisões dentro dos limites estabelecidos e movimentou dinheiro para concluir uma tarefa.
É essa capacidade de sair da recomendação para a execução que está por trás dos chamados agentes de inteligência artificial e da chamada IA agêntica — sistemas capazes de interpretar um objetivo, planejar uma sequência de tarefas e executar ações com diferentes graus de autonomia.
A inteligência artificial que já responde perguntas, escreve textos, resume documentos e ajuda a comparar produtos começa a ganhar uma nova função: agir no lugar do usuário.
A diferença parece pequena, mas não é.
Uma IA generativa, como as versões tradicionais do ChatGPT, Gemini e Claude, pode responder quais investimentos têm determinadas características.
Um agente de IA pode receber a ordem de procurar os produtos que atendam aos critérios definidos pelo investidor, compará-las e, se tiver autorização para isso, executar etapas da operação.
O assunto ganhou tamanha proporção em tão pouco tempo que é o tema central da edição deste ano do Febraban Tech, evento de tecnologia e inovação do setor financeiro, que começou ontem.
O que já existe hoje Quem já tentou resolver um problema com um chatbot de banco provavelmente conhece a situação: o sistema pergunta o que você deseja, você explica e recebe de volta um "não entendi".
Reformula a frase, tenta ser mais específico e, muitas tentativas depois, acaba procurando outro canal de atendimento.
Uma das mudanças prometidas pela IA agêntica é justamente reduzir esse tipo de frustração.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.