Lula na ONU: veja recados ao público brasileiro, a Trump e à comunidade internacional
Ao discursar nesta terça-feira (22) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dedicou parte de sua fala a temas voltados ao público brasileiro e outra parte a recados direcionados a Donald Trump e à comunidade internacional.
Lula fez menção, por exemplo, a temas como PIX, bets e fim da escala 6x1, questões domésticas; mas também a temas internacionais, como reforma do Conselho da ONU, crises em países como Haiti, Nicarágua e Venezuela, além de dizer, em indireta aos Estados Unidos, que o Brasil não cabe no "quintal" de ninguém.
Esta foi a décima vez que Lula discursou no debate geral da assembleia da ONU.
Ao todo, o discurso durou cerca de 25 minutos, e auxiliares do presidente já haviam informado que, em linhas gerais, o petista abordaria temas como soberania, democracia, conflitos ao redor do mundo e multilateralismo.
Lula discursou para uma plateia formada por chefes de Estado, de governo, diplomatas e delegações de países.
A fala do brasileiro aconteceu após as declarações do secretário-geral da ONU, António Guterres, e do presidente da assembleia, Khalilur Rahman, mas antes do pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Veja abaixo alguns dos assuntos abordados por Lula na Assembleia Geral da ONU: Temas voltados ao público brasileiro: Bets: Afirmou que o setor “transforma o vício em lucro” e está “destruindo lares”; Escala 6x1: Declarou que aprovar a lei é fundamental para aliviar a sobrecarga doméstica que recai sobre as mulheres; Eleições: Afirmou que o Brasil precisa decidir se quer “avançar rumo a um futuro de mais oportunidades ou regressar a um passado de exclusão”; Recados a Trump: Combate ao crime: afirmou que o Brasil apresentou proposta aos EUA para combater o crime organizado de forma conjunta; PIX: Disse que o Brasil não vai ceder a “pressões” de multinacionais que querem “privatizar” o PIX; Soberania: declarou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.
Falas à comunidade internacional: Afirmou que o Brasil tem uma sistema eleitoral “moderno e robusto”; Disse que a ONU precisa optar pelo multilateralismo ou unilateralismo, pela democracia ou pelo extremismo e pela soberania ou pela subordinação; Criticou o “genocídio” praticado pelo governo de Benjamin Netanyahu, as crises no Haiti, na Venezuela e na Nicarágua; Declarou que o mundo está “refém” do “imobilismo” do Conselho de Segurança da ONU. ‘Relativização da soberania’ Ao participar de uma reunião de chanceleres dos países da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), o ministro Mauro Vieira fez um “alerta” para o que chamou de “relativização da soberania” na região.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.