Entenda a relação entre o jogo Go, a IA e o direito processual
Quem já jogou, ou pelo menos conhece, o jogo de estratégia Go e suas regras? Vale aqui relacionar algumas curiosidades sobre esse que é o mais antigo jogo de tabuleiro da humanidade e considerado o santo graal da inteligência artificial.
AlphaGo Movie/Reprodução Documentário “AlphaGo”, lançado em 2017 De pouquíssimo ou quase nenhum conhecimento no Brasil, esse interessante jogo, milenar e de origem chinesa, é uma febre nos países asiáticos.
Disputado em um tabuleiro quadriculado (em regra de 19×19 linhas) por dois jogadores, que alternam a colocação de pedras — pretas e brancas — nas intersecções das linhas (e não nas quadras), com o objetivo de controlar o maior território possível, cercando espaços vazios e capturando as pedras adversárias ao envolvê-las completamente.
Vence quem, ao final da partida, somar mais pontos entre território dominado e pedras capturadas.
O jogo Go é, por excelência, o jogo da antecipação, visto que cada pedra vale menos pelo que captura no lance do que pelo cenário que projeta dezenas de jogadas adiante.
O processo judicial obedece a uma lógica semelhante, na medida em que cada parte deve tentar antecipar os movimentos da contraparte.
Documentário AlphaGo Dito isso, importa saber, para este artigo, as relações entre o jogo Go e o próprio direito processual.
Mas, antes, impossível não tratar, ainda que superficialmente, sobre o documentário “AlphaGo”, lançado em 2017 e disponível no YouTube .
Ali se conhece não apenas uma das mais brilhantes mentes atuais do Vale do Silício, Demis Hassabis (fundador da DeepMind , startup vendida para a Google ainda em 2014 por valores astronômicos), mas também o raciocínio lógico embutido nos modelos de IA (LLMs) atualmente mais conhecidos (v.g., Claude, ChatGPT, Gemini etc.).
Spacca … O premiado documentário registra o “Google DeepMind Challenge Match”, disputado em Seul entre 9 e 15 de março de 2016, transmitido ao vivo nas principais redes de televisão do continente asiático, no qual o programa venceu Lee Sedol, 18 vezes campeão mundial de Go, por 4 a 1.
Na ocasião, a equipe liderada por Hassabis pretendia provar que a máquina poderia superar o multicampeão justamente por sua capacidade não apenas de prever maior quantidade de jogadas futuras, mas também de realizar movimentos inacessíveis à mente humana (a famosa jogada “37” realizada na segunda partida [1] ).
Ali já engatinhavam as regras computacionais que hoje ditam os mais modernos modelos de IA.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.conjur.com.br — o conteúdo pertence a Consultor Jurídico.