O que sobrou da Oi (OIBR3)? Serviços terão fase de transição até o fim definitivo
O Oi (OIBR3) virou adeus.
Não é a primeira vez, mas tudo indica que agora será definitivo.
A Justiça do Rio de Janeiro reconheceu nesta terça-feira (25) a quebra definitiva da antiga "supertele" nacional.
Agora, resta saber como será o processo de fechar das portas da companhia que, embora tenha passado por um desmonte na última década, ainda tinha um peso relevante no universo das telecomunicações do país.
A companhia é a única prestadora de serviços de telefonia fixa em cerca de 6,1 mil localidades, onde atua como carrier of last resort (COLR, na sigla em inglês).
Isso significa que a tele não podia recusar pedidos de conexão básica de voz ou utilidade pública nessas áreas.
Além disso, a Oi ainda carrega obrigações de telefonia importantes, como contratos de serviços essenciais de utilidade pública e emergência, como os 190 (Polícia Militar), 192 (SAMU) e 193 (Corpo de Bombeiros).
Esse conjunto de obrigações compõem a unidade de telefonia fixa que está na fase final do processo de venda para a Método Telecom, no montante de R$ 60 milhões.
Serviços essenciais da Oi Nos últimos anos, a companhia vendeu a maior parte das suas operações , a internet móvel e fixa, redes de fibra óptica e TV por assinatura, mas ainda é dona da Oi Soluções , empresa que presta serviços de conectividade e tecnologia para empresas e órgãos do governo.
São cerca de 14 mil contratos, dos quais 60% com órgãos públicos e 40%, com privados.
Entre os clientes estão Caixa Econômica Federal , Correios , Lotéricas , Magazine Luiza , Lojas Renner , Assaí e órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário, além de militares.
No início deste mês, o corte no serviço de um dos fornecedores de conexão para a Oi sob alegação de falta de pagamento causou um estrago generalizado nos serviços públicos: apagão em 70 Lotéricas da Caixa Econômica Federal em 18 estados; falha em 294 circuitos de dados que atendem as câmeras de segurança do projeto "Vídeo Polícia", da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia; desligamento de 36 circuitos da Enel Energia no Ceará, com indisponibilidade total em 34 localidades; e deixou fora do ar 1 mil links de clientes da Oi.
O governo federal, por meio da Agência Nacional de Telecomunicações ( Anatel ) e do Ministério das Comunicações (Mcom), minimizou os impactos decorrentes da falência da Oi.
A Anatel afirmou, em nota, que a decisão judicial assegurou a continuidade da prestação dos serviços essenciais em uma fase de transição.
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