As picapes de meio milhão e o hack tributário da alta renda
Uma Ram 1500 sai por a partir de R$ 450 mil.
Uma Ford F-150 começa em R$ 560 mil.
Uma Chevrolet Silverado, mesmo já descontada, custa R$ 484 mil.
Praticamente nenhuma dessas picapes vai trabalhar em fazenda.
Mas boa parte delas está sendo faturada como se fosse.
O motivo é fiscal, não agronômico, e ele explica um pedaço específico de um número maior.
No primeiro semestre de 2026, quase metade de tudo que foi emplacado no Brasil não passou pelo balcão comum de uma concessionária.
Em números, 49,5% dos 1.359.107 automóveis e comerciais leves vendidos, de acordo com dados da Fenabrave , saíram pelo canal de vendas diretas.
Ou seja, via CNPJ, produtor rural, locadora, frotista, taxista e PCD, modalidades que usufruem de generosas isenções e descontos na compra do zero-km.
O desempenho do semestre (alta de 20,1% sobre 2025) levou a Fenabrave a revisar a projeção do ano, de 3% para algo entre 7,9% e 8,8%, de acordo com Arcelio Junior , presidente da Fenabrave.
Quem lidera as vendas diretas são carros “baratos”.
Entre os automóveis de passeio, Volkswagen Polo , Fiat Argo e Fiat Mobi .
Entre os SUVs, o T-Cross .
Nos comerciais leves, a Fiat Strada dispara na frente, vendendo quase o triplo da Volkswagen Saveiro , e Fiat Toro fecha o pódio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.