Investidores já começam a temer pelo tamanho da dívida brasileira
Na semana passada, em uma de minhas aulas sobre mercado financeiro e investimentos, estávamos discutindo os fatores que colaboram para a formação da taxa de juros do País.
Falávamos sobre as teorias que explicam por que as taxas de juros atingem esse ou aquele patamar e como estes fatores interagem entre si.
Para todos nós que estudamos economia e finanças está claro que o nível da taxa básica de juros influencia todas as curvas de juros da economia e, também, é cristalino que ela, taxa básica(no Brasil a taxa Selic), funciona como um instrumento para conduzir a inflação, ou fazê-la convergir, para a meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Como gosto que minhas aulas pareçam mais como uma conversa, um debate meio socrático, provoco os alunos a perguntarem, a questionarem causas, as relações e as consequências de tudo o que estamos tratando em sala de aula.
Às vezes até sobre temas que estão um tanto fora do escopo.
Foi numa destas aulas, durante o debate que promovi sobre a última ata do Comitê de Política Monetária (COPOM) - em que os alunos e alunas deveriam indicar os riscos de alta e de baixa da inflação e os relacionar a decisão do Comitê pela redução de 0,25 pp - que um aluno fez uma pergunta interessante.
Ele queria saber se não seria natural esperar que, a partir da redução da Selic, os níveis das demais taxas de juros praticadas no País também cedessem.
A questão é meritosa.
De fato, é de se esperar que com a redução da taxa básica as demais, quase que por gravidade, venham a cair, porém a resposta não é tão simples.
Imagine um gráfico com dois eixos, em um deles são dispostos os prazos, da esquerda para direita em ordem crescente, dos menores para os maiores.
No outro eixo, debaixo para cima, as taxas de juros, das mais baixas até as mais altas.
A curva que se desenha e interliga prazos e taxas de juros é denominada de curva de juros.
Existem várias curvas de juros na economia.
Curvas por risco de emissor, para taxas pré-fixadas e pós-fixadas, mas aqui não vamos tratar deste tipo de complexidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.