Tesouro IPCA+ pode render 27,5% em 12 meses se juros caírem, calcula gestora
Os rendimentos dos títulos Tesouro IPCA+ encostaram na máxima histórica em julho e, desde então, mantiveram-se entre 7,4% e 8,6% ao ano (somada a inflação oficial medida pelo IPCA).
É um bom retorno, mas, além do valor contratado na compra, há outra forma de fazer dinheiro com eles.
Através da marcação a mercado, se as taxas caírem amanhã, o investidor recebe um "bonus".
O título comprado antes, quando a taxa era maior, fica mais valioso.
Ao vendê-lo, realiza-se um lucro.
De acordo com cálculos da Ghia Multi Family Office obtidos pelo Valor Investe, esse ganho pode lançar o retorno total de quem comprou nas taxas atuais a 27,5% em 12 meses, no cenário mais otimista, no qual haveria uma queda de cerca de 0,56 ponto percentual nas taxas pagas pelo Tesouro.
No mesmo cenário, o Tesouro IPCA+ 2032 teria um retorno de 17% em 12 meses.
A projeção considera ainda um cenário intermediário, no qual haveria uma queda de 0,39 ponto percentual nas taxas pagas pelo Tesouro.
O cenário pessimista pondera como seria o desempenho dos títulos caso houvesse uma alta de 0,56 ponto percentual nas taxas.
Confira todos os cenários na tabela.
Impacto da variação da taxa dos títulos do Tesouro no retorno total Mesmo sem contar com essa valorização, o retorno já é atrativo.
Aos preços de julho, somada a inflação implícita na curva, os ganhos nominais são de 13% a 14% em 12 meses, na mesma faixa da Selic projetada, hoje próximo de 14%.
Em outras palavras: mesmo que as taxas fiquem paradas, o rendimento contratado já rivaliza com o pós-fixado, e a valorização entra como um ganho adicional.
A casa destaca que há uma "assimetria benigna": caso as taxas caiam, os ganhos são bem acima de qualquer referência.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.