No que a Petrobras gasta? Estatal abre leque, mas petróleo segue no centro da tese
O Itaú BBA mapeou as principais frentes que podem disputar a alocação de capital da Petrobras ( PETR3 ; PETR4 ) nos próximos anos, em um momento em que a estatal acelerou a execução de projetos e ampliou o debate sobre novos investimentos.
Para o Itaú BBA, porém, exploração e produção continuam no centro da estratégia da estatal.
A ampliação das discussões sobre novos investimentos da Petrobras tem levantado dúvidas entre investidores sobre até que ponto a companhia pode se afastar de seu foco histórico em petróleo e gás.
Em relatório temático, o Itaú BBA conclui que, apesar do crescente número de oportunidades sob avaliação, a exploração e produção de petróleo devem continuar absorvendo a maior parte dos recursos da estatal nos próximos anos.
De qualquer forma, segundo o banco, as discussões deixaram de se concentrar apenas em exploração e produção e passaram a envolver combustíveis, fertilizantes, petroquímica, minerais críticos, etanol e uma possível volta à distribuição de combustíveis e gás liquefeito de petróleo (GLP).
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O capex superou as projeções em 2024 e 2025, e o Itaú BBA avalia que a companhia caminha para repetir esse comportamento em 2026.
Leia mais: De patinho feio a trunfo? Refino ganha força e pode virar motor extra para Petrobras Downstream em alta: Goldman se une a ânimo com refino na Petrobras e sobe projeções Exploração e produção Na exploração e produção, Búzios 12 e a revitalização de Albacora aparecem como os próximos grandes projetos com potencial para receber decisão final de investimento.
Juntos, eles representam US$ 11,5 bilhões em capex, considerando a participação da Petrobras.
A Margem Equatorial continua como principal fronteira exploratória no Brasil, enquanto projetos internacionais, principalmente na África, também ganham espaço.
Refino No refino, a Petrobras reiterou a meta de atender 100% da demanda brasileira por diesel até 2030.
Segundo o Itaú BBA, isso exigiria cerca de 175 mil barris por dia adicionais de produção em relação ao Plano de Negócios 2026-2030.
A expansão por meio de modernizações e eliminação de gargalos exigiria aproximadamente US$ 2 bilhões em investimentos incrementais, bem abaixo dos US$ 10 bilhões a US$ 12 bilhões estimados para uma nova refinaria.
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