'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com inteligência artificial
'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com inte Um movimento curioso está acontecendo entre empresas de tecnologia que investem em inteligência artificial: elas estão criando formas para que os próprios usuários denunciem conteúdos feitos com IA ou identificando com mais clareza quando uma publicação foi produzida com a tecnologia. 👀 A questão envolve a pressão por regulação, a tentativa de "limpar o feed", e até a sobrevivência do modelo de negócio dessas plataformas, afirmam especialistas ouvidos pelo g1. (entenda mais abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Uma das questões centrais é a facilidade para criar conteúdos com IA.
Segundo Elizabeth Saad, professora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e pesquisadora de IA, as ferramentas são projetadas para serem simples de usar e atrair cada vez mais pessoas.
Mas a falta de esforço fez com que esse tipo de material se espalhasse rapidamente, mesmo que a qualidade do resultado seja questionável.
É o que analistas chamam de "AI slop". 🔎 O que é AI slop? É o nome dado à enxurrada de conteúdos de baixa qualidade feitos com IA.
São textos, imagens, vídeos e músicas publicados em massa nas redes, muitas vezes sem sentido ou com pouco valor para quem consome, mas criados para atrair visualizações e gerar dinheiro para seus criadores.
Plataformas estão mais 'dedo-duro' "Parece lixo de IA" Reprodução/LinkedIn Recentemente, o LinkedIn passou a exibir um botão para denunciar postagens feitas com IA.
Em português, ele se chama...
"Parece lixo de IA".
"Estamos desenvolvendo uma série de classificadores novos e aprimorados que identificam se uma postagem é lixo de IA.
Isso vai reduzir a quantidade de conteúdo de IA que você pode ver nas recomendações e fora da sua rede", defendeu o diretor de produto da empresa, Hari Srinivasan, em um post.
A plataforma de newsletters Substack anunciou uma ferramenta que estima, em porcentagem, quanto de um texto foi escrito por IA.
O leitor pode ver se o conteúdo foi produzido 100% por pessoas, se recebeu ajuda da tecnologia ou se foi totalmente gerado por ela.
A novidade faz parte de uma parceria da empresa com o Pangram, software de identificação de textos produzidos por IA.
O Claude, IA rival do ChatGPT, também gerou polêmica ao anunciar que passaria a identificar textos e imagens criados com sua tecnologia para se adequar ao AI Act, lei da União Europeia que estabelece regras para conteúdos feitos com inteligência artificial.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.