Mesmo com melhora no mercado, mulheres continuam recebendo menos que homens
Em 2025, o Brasil registrou um aumento no rendimento médio mensal dos brasileiros, chegando ao valor de R$ 3.376 , um crescimento de 5,3% em relação a 2024 , quando foi registrado R$ 3.205.
Apesar do avanço, o mercado de trabalho ainda permanece com uma expressiva desigualdade salarial entre homens e mulheres.
Segundo o Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026 , no ano passado, os rendimentos médios reais cresceram para ambos os sexos, porém o aumento foi maior entre os homens (5,8%) do que entre as mulheres (4,8%), uma diferença de 1%.
Quando olhado por regiões, na Região Norte, o rendimento dos homens teve expansão em 6,0% contra 4,5% das mulheres.
Na Região Sudeste, a diferença foi ainda maior, 6,4% de crescimento no rendimento masculino contra 3,5% no rendimento das mulheres.
Leia Mais Renda média no trimestre até abril de 2026 é a 2ª maior da série, diz IBGE Brasil tem maior índice de desenvolvimento humano da história, aponta ONU Brasil perde R$ 94,4 bilhões por ano com barreiras a LGBT+ Apenas nas regiões Sul e Centro-Oeste, o rendimento feminino cresceu acima do rendimento masculino.
Análise racial Quando olhado por questão racial, as diferenças tornam-se ainda mais expressivas .
Em 2025, as mulheres negras receberam, em média, R$ 2.184 mensais , enquanto as mulheres não negras obtiveram R$ 3.628 e os homens não negros R$5.172.
Ou seja, o rendimento médio das mulheres negras foi o menor, com um aumento de apenas 3,7%.
Entre os homens negros, cresceu em 4,1%; entre as mulheres não negras, de 4,8%; e entre os homens não negros, de 6,9%.
Veja o índice Mulheres negras são as mais afetadas com desemprego no Brasil Apesar da queda na taxa de desocupação no Brasil , em 2025 as mulheres negras foram as mais afetadas com o desemprego entre os perfis analisados, chegando a 8,5%.
A pesquisa também mostra uma desigualdade persistente no trabalho doméstico.
Entre as mulheres fora da força de trabalho que gostariam de estar trabalhando, 31% afirmaram à pesquisa que não buscaram emprego devido às responsabilidades com a casa e os cuidados de pessoas.
O que deve ser feito para mudar a realidade do Brasil? O Observatório Brasileiro das Desigualdades encontra-se em sua quarta edição.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.