Bancários aprovam paralisação nacional de 24 horas na 5ª feira
Bancários de todo o país aprovaram , em assembleias realizadas na 2ª feira (17.ago.2026), uma paralisação de 24 horas para esta 5ª feira (20.ago), em resposta à proposta apresentada pela Fenab (Federação Nacional dos Bancos) na última rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada 2026.
A decisão veio depois de a Fenab não apresentar um índice de reajuste salarial e colocar em discussão o congelamento do piso de ingresso para novos bancários, além de reajustes diferenciados em 3 faixas salariais, sem detalhar parâmetros ou percentuais.
Durante a reunião, que durou quase 8 horas na 5ª feira (13.ago), os bancos chegaram a propor a redução dos vales-refeição e alimentação em cidades do interior e ameaçaram recorrer ao TST (Tribunal Superior do Trabalho) para impor o modelo.
Depois de um intervalo, recuaram da proposta.
A paralisação foi anunciada no site da Contraf (Comando Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e nos sites dos sindicatos estaduais.
No Distrito Federal, a assembleia aprovou o indicativo de paralisação com uma condição: caso as rodadas de negociação desta 3ª feira (18.ago) e 4ª feira (19.ago) não resultem em propostas satisfatórias, a paralisação será ratificada na 4ª feira, confirmando a adesão dos bancários de Brasília ao movimento nacional.
“Será um dia de indignação e muita luta para evitar retrocessos em toda nossa vida laboral.
Por isso, a participação de cada uma e cada um na paralisação será fundamental para defender nossos direitos e avançar em conquistas” , afirmou Rodrigo Britto, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília.
O Comando Nacional dos Bancários voltará a se reunir com a Fenab nesta 3ª feira (18.ago), na 8ª rodada de negociações.
A próxima mesa faz parte de um processo que se estende desde 24 de junho, quando a categoria entregou oficialmente a pauta de reivindicações, e já passou por 7 rodadas, com discussões sobre emprego, tecnologia, saúde, igualdade de oportunidades e cláusulas econômicas.
REJEIÇÃO EXPRESSIVA Os índices de rejeição nas assembleias foram elevados em todas as bases consultadas.
Na Paraíba, 96,48% dos trabalhadores recusaram a proposta da Fenab e 95,02% votaram pela paralisação.
Em São Paulo, 97,66% rejeitaram a proposta e 89,34% aprovaram a paralisação.
No Rio de Janeiro, de 1.808 votantes, 1.760 foram contra a proposta dos bancos e 1.709 favoráveis à paralisação.
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