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Única sobrevivente de uma expedição enviada para uma ilha no Ártico em 1921, ela passou cerca de dois anos isolada enquanto aprendia a caçar e enfrentava temperaturas extremas para permanecer viva

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Única sobrevivente de uma expedição enviada para uma ilha no Ártico em 1921, ela passou cerca de dois anos isolada enquanto aprendia a caçar e enfrentava temperaturas extremas para permanecer viva

Contratada como costureira, a jovem precisou aprender a caçar e cuidar sozinha do acampamento até ser resgatada na remota ilha Wrangel

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Em setembro de 1921, uma jovem costureira Iñupiat deixou o Alasca para trabalhar em uma expedição enviada à remota ilha Wrangel, no Ártico. Quase dois anos depois, Ada Blackjack seria a única integrante encontrada viva, depois de aprender habilidades de sobrevivência que não dominava quando desembarcou e passar os últimos meses praticamente sem qualquer companhia humana.

Ada tinha um filho, Bennett, que sofria de tuberculose, e precisava de dinheiro para conseguir cuidar dele. Quando surgiu a oportunidade de trabalhar como costureira para uma expedição organizada por Vilhjalmur Stefansson, ela aceitou um salário prometido de US$ 50 por mês, apesar de não ser uma exploradora experiente.

Ela partiu acompanhada por Allan Crawford, Lorne Knight, Fred Maurer e Milton Galle. O objetivo dos homens envolvia ocupar a ilha Wrangel e reivindicá-la politicamente. Ada deveria principalmente costurar roupas e realizar tarefas domésticas, e não atuar como caçadora ou especialista em sobrevivência no Ártico.

O primeiro inverno foi superado, mas o problema surgiu em 1922, quando o navio esperado com suprimentos não conseguiu atravessar o gelo até a ilha. A comida começou a diminuir, o segundo inverno chegou e Lorne Knight apresentou sintomas graves de escorbuto.

O curta-metragem Ada Blackjack Rising , produzido com participação de profissionais indígenas do Alasca e baseado na história da sobrevivente, apresenta sua trajetória e o isolamento enfrentado em Wrangel.

Em janeiro de 1923, Crawford, Maurer e Galle partiram sobre o gelo em direção à Sibéria para procurar ajuda e nunca mais foram vistos. Ada permaneceu com Knight, que estava praticamente incapacitado pela doença. A mulher inicialmente contratada como costureira passou então a assumir tarefas das quais sua sobrevivência dependia.

Ela aprendeu a utilizar armas, montar armadilhas para raposas, caçar aves, recolher ovos e afastar ursos-polares. Em seu diário, registrou inclusive seus primeiros exercícios com uma espingarda. Enquanto isso, continuava cuidando de Knight e destinando a ele boa parte dos alimentos frescos que conseguia obter.

Knight morreu em 23 de junho de 1923. Ada não tinha forças para retirar o corpo de seu saco de dormir, então construiu uma barreira com caixas para impedir que animais o alcançassem e passou a viver em outra parte do acampamento. A partir desse momento, restaram apenas ela e Vic, o gato levado pela expedição.

Sozinha, ela reforçou seu abrigo com madeira trazida pelo mar, improvisou um fogão com latas de querosene e construiu uma plataforma de observação para procurar navios e vigiar ursos. Também fabricou pequenas embarcações de pele para tentar caçar focas.

Em 20 de agosto de 1923, Ada ouviu um ruído e percebeu que um navio se aproximava através da neblina. Harold Noice desembarcou esperando encontrar os integrantes da expedição, enquanto Ada inicialmente acreditava que os três homens desaparecidos poderiam estar retornando.

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