Programa de Flávio dá continuidade à transição energética de Lula 3
Planos de governo convergem sobre iniciativas de descarbonização iniciadas na gestão petista; biocombustíveis, modernização de transmissão e baterias são consenso
Os documentos com as diretrizes para os planos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convergem sobre a continuidade de iniciativas de descarbonização e transição energética iniciadas na atual gestão petista.
Os candidatos concordam sobre o desenvolvimento de políticas para fontes renováveis, biocombustíveis e mercado de carbono. Também possuem medidas semelhantes para o setor elétrico, como a expansão e a modernização da rede de transmissão e a introdução de sistemas de armazenamento de energia, como as baterias.
Ao registrar sua candidatura no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na 5ª feira (13.ago.2026), Flávio Bolsonaro apresentou pela 1ª vez as suas visões para os setores elétrico e de combustíveis e sobre políticas de transição energética. O candidato do PL abraçou diversas das iniciativas para o setor desenvolvidas no 3º mandato de Lula. Leia a íntegra do plano de governo do senador (PDF – 1,9 MB).
Embora dedique pouco menos de uma das suas 75 páginas para a parte de energia, muitos dos direcionamentos do plano de Flávio se assemelham aos do programa de governo de um eventual Lula 4, que tratou dos temas energéticos em pouco mais de 5 das 84 páginas. Leia a íntegra do plano apresentado por Lula (PDF – 1,2 MB).
Flávio – fala em “transformar o Brasil em potência de biocombustíveis” e fomentar a aplicação da Lei do Combustível do Futuro, sancionada por Lula em 2024. O texto projeta os avanços dos teores obrigatórios de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel, além de estabelecer as diretrizes para a adoção de biometano, diesel verde e combustível sustentável de aviação. Sem entrar em muitos detalhes, o programa sugere linhas especiais de financiamento para empresas de biogás.
O programa de Flávio também cita o fortalecimento e a ampliação do Programa RenovaBio para o exterior, permitindo que o Brasil venda créditos de carbono a outros países.
Lula – detalha avanços na Lei do Combustível do Futuro, como a ampliação dos teores de etanol na gasolina para 32% e de biodiesel no diesel para 15%. Fala em fortalecer a participação da Petrobras no setor por meio da subsidiária PBio (Petrobras Biocombustíveis) e aprimorar o RenovaBio e seus encadeamentos com a indústria nacional.
“Também daremos sequência aos esforços de desenvolvimento tecnológico e expansão dos combustíveis sustentáveis ( SAF , biometano e combustíveis marítimos), acelerando a implementação de políticas de descarbonização” , diz o plano de Lula.
Flávio – fala em modernizar a rede de transmissão, integrando novas fontes renováveis e reduzindo congestionamentos.
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