‘Somos governo, tem que pedir tudo e fazer’, disse lobista amiga de Lulinha
Mensagens anexadas à investigação que apura a participação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha , em suspeitas de tráfico de influência junto ao governo mostram que a lobista Roberta Luchsinger , contratada pelo Careca do INSS para abrir portas na administração Lula, resumiu assim como atua em defesa dos interesses de quem a contrata.
“Somos governo.
Tem que pedir tudo e fazer, né?”, escreveu a Gustavo Gaspar, amigo, sócio e parceiro de negócios do pivô do escândalo dos descontos ilegais de aposentados pensionistas.
A conversa a que VEJA teve acesso faz parte da íntegra do inquérito que apura indícios de tráfico de influência, organização criminosa e corrupção da trinca formada por Roberta, Lulinha e o empresário Fernando Bittar.
A edição de VEJA que chegou às bancas e plataformas digitais nesta quinta-feira, 20, revela detalhes inéditos das traficâncias do trio nos corredores de Brasília.
Gustavo Gaspar é contato frequente de Roberta nas mensagens em poder dos investigadores.
Preso na Operação Sem Desconto e hoje detido em regime domiciliar, ele foi assessor do senador governista Weverton Rocha (PDT-MA), também algo de investigações relacionadas ao esquema que desviou 6 bilhões de reais de cerca de 4 milhões de aposentados e pensionistas.
A Gustavo, Roberta exemplifica seu modus operandi: “eu trabalho a política via palácio”, “eu sou boa da costura política”, “somos governo.
Tem q pedir tudo e fazer, né?”, “Se não eh nosso, eh de outro”.
Era janeiro de 2024 quando Roberta e Gustavo discutem indicados políticos no ramo de Portos.
A lobista, por exemplo, jactava-se de ter sido a responsável pela nomeação de Anderson Pomini para o portentoso Porto de Santos e, na avaliação da Polícia Federal, indica que pretende lucrar com a eventual aproximação entre Pomini e Gustavo.
“A gente q indicou Porto de Santos tb”, escreve ela.
“Eu cobro o contrato.
Cobro colocar o cara lá (…) Somos governo.
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