J.P. Morgan rebaixa indicações de ações de construtoras e shoppings após reeleição de Lula
Após a reeleição de Lula, o J.P.
Morgan revisou as recomendações atribuídas a construtoras para refletir a perspectiva de juros altos por mais tempo, que passou a ser precificada pelo mercado.
Empresas ligadas ao público de média e alta renda, cujas recomendações haviam sido elevadas para compra pelo banco após o primeiro turno, foram rebaixadas, enquanto aquelas que atuam no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida foram promovidas após terem sido rebaixadas.
Paralelamente, a Marcopolo e as operadoras de shoppings Allos, Iguatemi e Multiplan tiveram suas recomendações cortadas de compra para neutra.
As mudanças constam de relatório publicado na segunda-feira (26), assinado por analistas dos setores de construção e de bens de capital.
Segundo eles, o rebaixamento dos shoppings se justifica pela exposição às taxas de juros, que devem permanecer elevadas e também pressionar o setor indiretamente, por meio do varejo.
O banco recomendava a compra dos papéis desde antes do primeiro turno.
Já o corte das recomendações de Cyrela e EZTec se explica pela expectativa de desaceleração da demanda no segmento imobiliário voltado à média e alta renda.
Cury, Direcional e Tenda, por sua vez, devem se manter “resilientes” em virtude da exposição ao Minha Casa, Minha Vida, que conta com o apoio do governo reeleito.
Na visão do J.P.
Morgan, a exposição ao programa deve atenuar o potencial impacto da inflação sobre a demanda.
Elas voltaram a recomendação de compra do banco.
Os analistas afirmam ter preferência, no momento, por companhias exportadoras, que tendem a se beneficiar de um real menos valorizado.
Nesse sentido, o J.P.
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