Seguros de pessoas crescem 10% e indenizações chegam a R$ 8,9 bilhões
Os brasileiros destinaram R$ 41,6 bilhões à contratação de seguros de pessoas no primeiro semestre de 2026, valor 10% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.
A categoria reúne proteções como seguro de vida, acidentes pessoais, prestamista e cobertura contra doenças graves.
Os dados são da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), que representa as empresas que operam no ramo, com base em informações da Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia federal que fiscaliza o setor.
O levantamento mostra que o seguro de Vida, nas modalidades individual e coletiva, respondeu por 48% dos prêmios (valores pagos pelos clientes às seguradoras ao contratarem o seguro) arrecadados no período.
O Prestamista representou 30% e o seguro de Acidentes Pessoais, 11%.
Entre as modalidades que mais cresceram estão justamente proteções relacionadas a dívidas e problemas de saúde.
Os seguros Prestamista e contra Doenças Graves registraram alta nominal de 19,2% no primeiro semestre, na comparação com igual período de 2025.
Leia também: El Niño e seguro de vida: por que o clima também entra na conta das seguradoras O seguro prestamista é contratado para quitar ou amortizar determinadas dívidas em situações previstas na apólice (contrato de seguro), como morte ou invalidez, enquanto o seguro contra doenças graves prevê o pagamento de uma indenização quando o segurado recebe o diagnóstico de uma das enfermidades cobertas pelo contrato.
Apesar do avanço do mercado, Edson Franco, presidente da Fenaprevi, avalia que o número de brasileiros protegidos ainda é pequeno.
“Como indústria temos urgência em chegar ao cidadão e entender a sua real necessidade, com novas possibilidades de produtos, mais flexíveis e que melhor se adequem ao seu momento de vida, a exemplo do Seguro de Vida Universal”, afirma.
Citado pelo executivo, o Seguro de Vida Universal ainda está em fase de homologação no Brasil.
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Os sinistros (ocorrência do risco previsto no contrato) pagos aos segurados e seus familiares totalizaram R$ 8,9 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 7,9% sobre o mesmo período do ano anterior.
Do total pago em indenizações, 51% correspondeu aos seguros de Vida.
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