Gêmeas que nasceram unidas pela cabeça morrem em cirurgia final de separação em Ribeirão Preto
As gêmeas Heloísa e Helena, que nasceram unidas pela cabeça, morreram durante a quinta e última etapa de separação realizada pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP), confirmou, em nota o centro médico.
De acordo com o HC, o óbito foi confirmado após 15 horas de procedimento, iniciado na manhã do sábado (15).
Os detalhes que levaram à morte das pacientes de São José dos Campos (SP) não tinham sido divulgados até a última atualização desta notícia.
"A equipe médica do Hospital das Clínicas, responsável pela condução do processo de separação das gêmeas siamesas Heloísa e Helena, comunica que lamentavelmente as crianças não resistiram à etapa final e vieram a óbito na noite de sábado, após 15 horas de cirurgia", comunicou. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O procedimento envolveu mais de 50 profissionais da saúde e de apoio.
A separação era esperada desde 2024, quando começou o planejamento no hospital.
Outras quatro etapas foram realizadas de maneira bem sucedida.
Gêmeas unidas pela cabeça passam por última cirurgia em Ribeirão Preto, SP Divulgação/ Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto Um ano de cirurgias até a separação Heloísa e Helena, de São José dos Campos (SP), começaram a passar pelas cirurgias em agosto de 2025.
Desde o início, a equipe médica optou por dividir o procedimento em etapas para reduzir os riscos e preparar as estruturas compartilhadas pelas crianças para a separação definitiva.
Na primeira cirurgia, realizada em 23 de agosto de 2025, cerca de 50 profissionais participaram do procedimento e conseguiram concluir aproximadamente 25% da separação planejada.
A segunda etapa aconteceu em novembro e durou cerca de dez horas.
As meninas receberam alta 19 dias depois.
Em 28 de fevereiro deste ano, as gêmeas passaram pela terceira cirurgia, que durou aproximadamente sete horas.
Na ocasião, médicos informaram que haviam alcançado cerca de 75% da separação do cérebro e dos vasos sanguíneos compartilhados pelas irmãs.
O neurocirurgião pediátrico Marcelo Volpon explicou, após aquela etapa, que a divisão das cirurgias fazia parte da estratégia adotada pela equipe.
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