Claro mira setor financeiro para validar modelo de GPU sob demanda no Brasil
Durante a Febraban Tech, realizada nesta semana em São Paulo, a Claro Empresas reuniu jornalistas para detalhar a estratégia comercial por trás do GPU as a Service, serviço de processamento de inteligência artificial (IA) sob demanda que a companhia decidiu lançar inicialmente para o mercado financeiro.
Participaram da apresentação a diretora-executiva da Claro Empresas para o Mercado Financeiro, Raquel Possamai ; o diretor-executivo de Soluções Digitais da companhia, Mário Rachid ; e Maria Teresa Lima, diretora-executiva para o Governo .
“O mercado financeiro talvez seja um dos segmentos que mais podem explorar e se beneficiar do uso da inteligência artificial, mas também é um dos mais regulados”, disse Raquel.
Segundo ela, o setor precisa seguir regras rigorosas, como as previstas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), nas normas do Banco Central e nos acordos de Basileia, além de contar com capacidade de escala para ampliar o uso de IA.
“Nossa solução permite que uma empresa utilize parte da capacidade de uma GPU por hora.
É uma forma de democratizar o acesso à inteligência artificial”, resumiu a executiva.
Segundo a Claro, o modelo pode reduzir em até 50% o custo em relação à compra integral de GPUs.
O número é uma estimativa da própria companhia, obtida a partir da comparação entre o custo que paga hoje pela capacidade e o valor que pretende cobrar de terceiros pelo mesmo recurso.
Primeiro lote tem 256 GPUs, ainda fora do Brasil A capacidade inicial contratada soma 256 GPUs, atualmente em operação fora do Brasil devido ao processo de importação e à escassez global de componentes.
Segundo Rachid, o mesmo cenário já levou concorrentes a terem compras canceladas pela falta de equipamentos.
“Testamos o modelo internamente e identificamos uma economia significativa em relação ao que o mercado cobra atualmente pelo uso integral de uma GPU”, afirmou.
As 256 unidades devem passar a operar na nuvem da Claro, em território brasileiro, no início de 2027.
A companhia diz negociar capacidade adicional caso a demanda cresça mais rapidamente do que o volume previsto para chegar ao País.
Cobrança por hora, com limite de gasto definido pelo cliente O serviço é cobrado por hora de uso, com uma tabela de preços que varia conforme o volume contratado e o tempo de compromisso.
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