Bolsa brasileira volta a ser a bola da vez entre os emergentes. E não é só a eleição
Há algo de diferente acontecendo com o Brasil na carteira dos investidores estrangeiros.
O dinheiro que havia deixado a bolsa em agosto voltou com força em setembro, e o movimento não parece ser só uma recuperação do que foi perdido no mês anterior.
O EWZ, ETF que reúne ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, acumula alta de 7% em setembro, depois de ter caído 1,7% em agosto.
No mesmo período, o EEM, que acompanha uma cesta mais ampla de mercados emergentes, fez o caminho contrário.
O ETF subiu 4,6% em agosto e está praticamente estável em setembro.
Essa virada ajuda a mostrar que não se trata apenas de uma melhora generalizada entre os emergentes.
O Brasil está se descolando, e, por trás desse movimento, há uma combinação que ganhou peso nas últimas semanas: eleição e juros menores.
O Ibovespa avançou 1,4% nesta quinta-feira (10), aos 188.269 pontos, maior valor nominal desde abril.
Com isso, ampliou os ganhos na semana para 1,7% e no mês para 6,1%.
As pesquisas começaram a desmontar uma percepção que vinha se consolidando no mercado de que a disputa presidencial estava encaminhada.
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem muito mais próximos nas simulações de segundo turno.
Na Quaest, os dois empataram em 41% na semana passada; no levantamento BTG/Nexus, Flávio apareceu numericamente à frente por 46% a 45%.
São levantamentos diferentes, com margens de erro próprias, mas que apontam para uma mesma direção: a eleição ficou menos previsível.
Conforme a possibilidade de alternância de poder aumenta, o mercado começa a refazer as contas para 2027, principalmente sobre a condução da política fiscal e a trajetória dos juros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.