Campeonato Brasileiro tem dez novas regras na arbitragem; veja o que passa a valer
Goleiros que demoram a cobrar o tiro de meta, jogadores que deixam o campo sem pressa durante substituições ou que simulam faltas passam a ser alvo de punições no Campeonato Brasileiro de Futebol a partir desta 23ª rodada do Brasileirão.
Essas mudanças, já vistas durante a Copa do Mundo, pretendem mudar a cultura do antijogo arraigada por décadas no futebol do país.
Na última semana, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) propôs, e os clubes aprovaram, um pacote de dez novas regras criadas pela Ifab (International Football Association Board), instituição que coordena as regras do futebol, em sua maioria testadas na última Copa do Mundo.
Elas valerão para as séries A e B do Brasileiro, a Série A1 feminina, a Copa do Brasil masculina e a Copa do Brasil feminina.
“São o que chamamos de textos de regra, que não requerem interpretação.
Regras frias que o árbitro precisa cumprir, e o jogador precisa se adequar.
No meu entendimento, será uma luta positiva, que mexerá até com a proposta estratégica das equipes.
Se antes um treinador pedia para o atleta cair no campo para segurar um resultado, hoje não o fará mais”, disse à Folha Ana Paula de Oliveira, ex-árbitra e ex-presidente da comissão de arbitragem da FPF (Federação Paulista de Futebol).
A regra que obrigou jogadores de linha atendidos em campo a cumprir um minuto fora foi aplicada por 36 vezes no Mundial.
O número foi considerado um sinal de que os atletas passaram a pensar duas vezes antes de interromper a partida por uma suposta lesão.
Os goleiros, porém, tiveram tratamento diferente: foram registrados 30 atendimentos sem que houvesse uma punição específica.
É nesse ponto que o Brasileiro vai além do torneio da Fifa (Federação Internacional de Futebol).
Caso um goleiro receba atendimento médico, o técnico de seu time terá dez segundos para indicar um jogador de linha que deixará o campo.
Se não o fizer, o capitão sairá.
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