CBV pode barrar Tifanny na Superliga Feminina de Vôlei
Entidade adota critério do Comitê Olímpico Internacional que proíbe mulheres trans na modalidade feminina
A medida, alinhada aos parâmetros do Comitê Olímpico Internacional (COI) , ameaça a continuidade da oposta Tifanny Abreu , do Osasco, único caso de atleta trans na elite do vôlei nacional.
A checagem do sexo biológico passará a ser feita por meio de teste do gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino. Segundo a CBV, exceções só serão admitidas em situações classificadas como excepcionais dentro da própria política da entidade.
O procedimento de coleta foi descrito como simples pela área médica da confederação. Segundo o médico João Olyntho , presidente do Conselho de Saúde do Voleibol , “a coleta de material é feita de forma pouco intrusiva e altamente precisa” .
Para o presidente da CBV, Radamés Lattari , a mudança busca uniformizar as regras nacionais às internacionais. “A decisão da CBV deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais” , declarou.
Aos 41 anos, Tifanny estreou no vôlei feminino em 2017 , após autorização da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), depois de concluir sua transição de gênero . Antes disso, atuou também no vôlei italiano.
De volta ao Brasil, a atleta passou pelo Sesi Bauru e está no Osasco desde 2021. No período, conquistou um título da Superliga, quatro Campeonatos Paulistas, um vice-campeonato sul-americano e um terceiro lugar no Mundial de Clubes.
Como não nasceu com sexo biológico feminino , ela deixa de atender aos critérios de elegibilidade assim que a norma entrar em vigor, na temporada 2026/2027.
O Osasco divulgou nota criticando a forma como a mudança foi conduzida , sem consulta prévia à equipe. Segundo o comunicado publicado nas redes sociais do clube, “o clube reafirma seu integral apoio a Tifanny neste momento e reforça seu compromisso permanente com o respeito e a valorização de todas as pessoas que fazem parte da sua história” .
Além da Superliga 2026/2027, a nova regra passa a valer também na Supercopa 2026, na Copa Brasil 2027, no Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 na categoria adulta e no CBVP Challenger 2027.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.