Fluxo externo para ações do Brasil é menor do que para bolsas da Ásia
O Brasil recebeu US$ 11,9 bilhões de fundos internacionais de ações em 2026 até julho de acordo com levantamento da EPFR.
O valor supera os US$ 7,7 bilhões registrados durante todo o ano passado.
Mesmo assim, o país ficou distante dos mercados emergentes que se tornaram protagonistas da corrida global pela inteligência artificial.
Coreia do Sul e Taiwan atraíram US$ 70,6 bilhões e US$ 56,5 bilhões, respectivamente, em igual intervalo, impulsionados pela presença de fabricantes de semicondutores e outros componentes essenciais para a expansão de centros de dados.
Esses dois mercados asiáticos também receberam muito mais recursos do que a Índia, que nos últimos anos se consolidou como um dos principais destinos do capital estrangeiro entre os emergentes.
O país atraiu, no mesmo intervalo, US$ 22,7 bilhões.
Na direção oposta, a China registrou saída líquida dos fundos acompanhados, com o pano de fundo geopolítico.
Os números fazem parte de levantamento da EPFR, plataforma que monitora aplicações e resgates em fundos globais, feito a pedido do Valor com os mercados que integram o índice MSCI Emerging Markets.
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