Paulo Figueiredo doou R$ 54 mil a deputada dos EUA que propôs lei contra Moraes, revela agência
Paulo Figueiredo, fiel escudeiro de Eduardo Bolsonaro (PL) nos EUA, doou R$ 54,5 mil à campanha da deputada republicana Maria Elvira Salazar em agosto de 2024, conforme registros da Federal Election Commission (FEC) levantados com exclusividade pela Agência Pública .
Um mês depois, Salazar apresentou o projeto No Censors in our Shores Act , voltado a barrar a entrada nos EUA de estrangeiros acusados de violar a liberdade de expressão, com justificativa centrada nas decisões do STF e na figura de Alexandre de Moraes.
A sequência de eventos integra uma articulação mais ampla da extrema direita brasileira junto a parlamentares americanos para pressionar autoridades do Judiciário brasileiro.
À época, Eduardo Bolsonaro não tinha green card e a doação foi feita por Figueiredo, que já trem título de cidadão dos EUA.
A doação e o projeto de lei Segundo registros oficiais da Federal Election Commission (FEC), em 14 de agosto de 2024 Paulo Figueiredo depositou 10 mil dólares, equivalentes a R$ 54,5 mil na cotação da época, no comitê Salazar Victory Committee .
O valor corresponde ao teto legal para doações de pessoas físicas a diretórios estaduais de partido por eleição.
Nas fichas de registro, Figueiredo se descreveu como jornalista.
A condição de cidadão americano é requisito para esse tipo de contribuição, o que impede Eduardo Bolsonaro de fazer o mesmo.
Exatamente um mês depois, em 16 de setembro de 2024 , Salazar apresentou ao lado do republicano Darrell Issa, da Califórnia, o projeto No Censors in our Shores Act .
A proposta barra a entrada nos EUA de estrangeiros “envolvidos em conduta que teria violado a Primeira Emenda à Constituição” e autoriza sua deportação.
A justificativa central eram as decisões do STF sobre redes sociais, incluindo a suspensão do X, de Elon Musk.
“Alexandre de Moraes é a vanguarda de um ataque internacional à liberdade de expressão contra cidadãos americanos como Elon Musk”, declarou Salazar ao anunciar o projeto. https://x.com/Jakelyneloiola_/status/1890453877763215390 A articulação política A doação de Figueiredo não foi um gesto isolado.
Salazar já havia se reunido com ele e com Eduardo Bolsonaro em outras ocasiões para discutir o que ambos descrevem como “censura” e “perseguição política” no Brasil.
Com a mudança de legislatura após a reeleição de Salazar, o projeto precisava ser reapresentado.
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