Robôs que dançam, lutam e trabalham: gigante chinesa estreia na bolsa após levantar quase US$ 1 bilhão
Robôs humanoides chineses superam humanos em meia-maratona em Pequim A Unitree, uma das maiores fabricantes de robôs humanoides do mundo em volume de vendas, estreia nesta quarta-feira (19) na bolsa de Xangai, na China, com uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) que já se tornou recorde no mercado local voltado para empresas de tecnologia.
A empresa levantou 6,1 bilhões de yuans, cerca de US$ 905 milhões, na operação.
A demanda pelas ações superou em mais de 8.000 vezes a quantidade oferecida por investidores de varejo.
Com a estreia, a Unitree se torna a primeira fabricante de robôs humanoides a ser listada na bolsa continental da China. ➡️O movimento ocorre em meio à corrida do país para desenvolver robôs capazes de executar tarefas cada vez mais complexas, uma tecnologia vista por Pequim como estratégica para a indústria do futuro.
Mas, enquanto o interesse dos investidores cresce, o setor começa a enfrentar uma cobrança diferente.
China domina mercado de robôs humanoides; entenda por que os EUA decidiram barrá-los Depois de conquistar o público com robôs capazes de dançar, lutar e fazer acrobacias, as empresas precisam provar que as máquinas conseguem executar tarefas úteis de forma confiável e, principalmente, que podem se pagar.
Robôs dançantes viraram vitrine da empresa Fundada em 2016 em Hangzhou, polo tecnológico no leste da China, a Unitree ganhou projeção internacional com vídeos de seus robôs humanoides dançando, lutando e realizando movimentos acrobáticos.
No ano passado, os robôs da empresa apareceram no tradicional programa de Ano Novo Lunar da China, um dos eventos televisivos de maior audiência do país.
China quer levar cães-robôs à Lua para construir base com astronautas até 2035 Mais recentemente, a companhia apresentou um novo modelo, chamado Superman.
Segundo a Unitree, o robô consegue saltar até dois metros e atingir uma velocidade de 12,66 metros por segundo.
A empresa também fabrica robôs quadrúpedes, conhecidos como cães-robôs.
Eles representaram cerca de 42% da receita da Unitree no ano passado.
Pessoas assistem robôs humanoides dançando no estande da Unitree durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC) em Xangai, China, 17 de julho de 2026.
REUTERS/Go Nakamura/Foto de arquivo O desafio agora é sair do espetáculo O momento de euforia em torno dos humanoides acontece justamente quando o setor começa a mudar de foco.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.