Em meio a crise do bolsonarismo no RJ, Flávio testa força em primeiro comício de campanha em Copacabana
Na manhã deste domingo (16), o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) realiza o primeiro comício oficial de sua candidatura na orla da praia de Copacabana. Após anunciar uma formação de chapa presidencial às pressas, diante da dificuldade de fazer alianças com outros partidos, o candidato de extrema direita tentará mostrar que sua candidatura possui força para avançar. Para o cientista político Theófilo Rodrigues, esse é o momento de observar mais a composição das forças políticas e menos o tamanho do ato.
“Será importante observar quem são as lideranças políticas que estarão no palco de Flávio Bolsonaro no domingo e qual será a capacidade do candidato de reunir diferentes setores da direita em torno de sua candidatura”, disse ao Brasil de Fato.
Nos últimos meses, uma das desavenças que mais prejudicaram sua candidatura foi o vídeo publicado por sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em que anuncia a renúncia da presidência do PL Mulher. Na gravação de 15 minutos, Michelle acusa Flávio de grosserias, desrespeito, além de afastá-la de decisões políticas. A repercussão foi imediata e, na sequência, vieram pedidos públicos de desculpas e mensagens de reconciliação. Nome expressivo entre eleitores evangélicos, a presença da ex-primeira-dama na campanha do enteado tem peso significativo. A capacidade do presidenciável de manter esse vínculo poderá ser observada no próximo domingo.
Outra aliança que estará no foco é a articulação no Rio de Janeiro, tradicional reduto do PL. O candidato pelo partido e presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas , tem se apresentado nos primeiros movimentos de campanha e no primeiro debate como representante de uma mudança e distante de alianças políticas.
Ainda pesa sobre a candidatura de Flávio as revelações de financiamento de R$ 61 milhões para o filme Dark Horse pagos pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Uma relação inicialmente negada pelo político, mas que diante das investigações realizadas pelo The Intercept , foi forçado a voltar atrás.
“Do ponto de vista partidário, Flávio Bolsonaro está completamente isolado. Ele não conseguiu trazer para sua candidatura nenhum outro partido para além do seu PL. Sua chapa será puro-sangue, com um vice que também é do PL, o desconhecido deputado Alfredo Gaspar.
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