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Economia

Etanol x Flávio Bolsonaro: Setor repudia comparação com ‘reduflação’ e diz que fala de candidato ‘desinforma’

Money Times ·
Etanol x Flávio Bolsonaro: Setor repudia comparação com ‘reduflação’ e diz que fala de candidato ‘desinforma’

Entidades que representam a cadeia brasileira de etanol repudiaram, nesta sexta-feira (21), uma declaração do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que comparou a mistura de 32% de etanol à gasolina à “reduflação”, termo que une “redução” e “inflação” e consiste na prática em que um produto diminui de tamanho, peso ou quantidade para manter o preço.

“Vai comprar um rolo de papel higiênico, que era de 40 metros, hoje tem 36. Caixa de Bis, que vinha com 20, agora vem com 16. Dúzia de ovos passou a ter dez. A gasolina virou etanol . Nem o combustível esse governo tá poupando”, afirmou o candidato na quinta-feira (20).

Em nota conjunta, Unica, Unem, Bioenergia Brasil, Feplana, Unida e Orplana informaram que a declaração de Flávio Bolsonaro “ desinforma o consumidor” e desqualifica uma política de Estado desenvolvida ao longo de cinco décadas no país.

Segundo as entidades, a trajetória passa por diferentes governos e iniciativas, desde o Proálcool até o RenovaBio e a Lei do Combustível do Futuro .

“Surpreende que a crítica parta de quem participou da decisão. A Lei do Combustível do Futuro passou pelo Senado Federal com a anuência do próprio senador”, relataram.

Mais cedo, Miguel Ivan Lacerda Oliveira, ex-diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério das Minas e Energia (MME) e idealizador do RenovaBio também criticou as falas do candidato , em entrevista ao Money Times .

Na nota, as entidades argumentam que o etanol possui elevada octanagem e é produzido em mais de mil municípios brasileiros, além de contribuir para a geração de empregos e para a soberania energética do país.

O grupo também defendeu que a mistura atualmente vigente foi implementada a partir de critérios técnicos e destacou a atuação do governo federal, por meio do MME e do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em diálogo com o setor produtivo e a indústria automotiva.

As entidades citam testes realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia com 16 modelos de automóveis e 13 motocicletas , representativos da frota brasileira entre 1994 e 2024.

Os ensaios foram realizados em laboratório e pista com misturas de 27%, 30% e 32% de etanol na gasolina , com acompanhamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de fabricantes e importadores de veículos e motocicletas.

Segundo a nota, os testes concluíram pela “plena viabilidade” das misturas, sem prejuízos ao desempenho dos veículos ou ao consumidor.

“O setor brasileiro de etanol seguirá defendendo, com fatos e ciência, o patrimônio energético que o Brasil construiu”, completaram as entidades.

A UNICA – União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, a UNEM – União Nacional do Etanol de Milho, a Bioenergia Brasil, a FEPLANA – Federação dos Plantadores de Cana do Brasil, a UNIDA – União Nordestina dos Produtores de Cana e a ORPLANA – Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil repudiam a declaração do senador Flávio Bolsonaro comparando a mistura de etanol na gasolina à chamada “reduflação”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.

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