Aluguel comercial sobe 11,3% em 12 meses e deixa preço de venda para trás
O mercado de imóveis comerciais atravessa 2026 em duas velocidades.
Enquanto os preços cobrados por novos aluguéis de salas e conjuntos comerciais acumulam alta de 11,26% em 12 meses, o valor dos imóveis colocados à venda avançou apenas 2,05% no mesmo período.
A diferença indica um mercado em que a pressão está concentrada na locação, enquanto a valorização dos ativos continua mais contida, conforme dados do Índice FipeZAP Comercial de julho, que acompanha anúncios de salas e conjuntos de até 200 metros quadrados em 10 cidades brasileiras.
Somente em julho, os preços de locação aumentaram 0,56%, ante avanço de 0,18% nos valores de venda.
A distância fica ainda mais evidente quando os números são comparados à inflação.
Nos últimos 12 meses, o IPCA acumulou 4,44%, enquanto o IGP-M avançou 2,76%.
Isso significa que o aluguel comercial teve ganho real expressivo no período, enquanto os imóveis destinados à venda subiram menos que a inflação ao consumidor.
O mesmo movimento aparece no acumulado de 2026.
Entre janeiro e julho, o preço médio de venda avançou somente 1,46%, abaixo dos 3,44% do IPCA.
Os novos aluguéis, por sua vez, ficaram 7,42% mais caros, mais que o dobro da inflação registrada no período.
Rio lidera disparada A pressão sobre a locação não está restrita a uma única praça.
Todas as 10 cidades acompanhadas pelo levantamento apresentam alta dos aluguéis em 12 meses.
Mas o Rio de Janeiro ficou na liderança do aumento com folga, com valorização de 21,34%, seguido por Salvador, com 18,86%, e Curitiba, com 12,85%.
Na sequência aparecem Belo Horizonte (8,79%), São Paulo (7,82%), Brasília (7,66%), Campinas (7,57%), Florianópolis (7,44%), Niterói (5,06%) e Porto Alegre (2,85%).
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