A volta à normalidade constitucional e democrática
A última década da vida brasileira foi, sem dúvida, marcada por problemas graves.
Houve uma pandemia, houve ameaças às instituições democráticas.
Hoje, porém, não mais existe a pandemia nem as velhas ameaças às instituições democráticas.
Há uma ameaça , mas vem dos antigos “defensores” da democracia, que abusam o poder e parecem querer impor uma tirania.
Essa ameaça, hoje, provém do descumprimento das normas constitucionais, por parte de seus guardiães.
Paradoxalmente , estes que, no passado diziam lutar pela democracia, hoje, se servem de poderes extraordinários para impor o seu arbítrio e defender os seus interesses e de seus parceiros.
Temos hoje, diante dos olhos, uma traição à democracia, pois os seus autores não têm legitimidade democrática, por força de sua conduta, bem como por-que seu poder não provém do povo, mas de designações políticas.
A observância da Constituição-cidadã, que hoje é desobedecida, é um elemento imprescindível para a democracia moderna.
Ela é condição de uma governança em que realmente o povo seja a origem do Poder — “todo poder emana do povo”, bem como dos freios e contrapesos que impedem o abuso por parte de todos os agentes da governança.
Mormente – insista-se – pelos guardiães da Constituição.
Sem o respeito a essa Constituição, que ordena a governança democrática, não há democracia e sim uma fingida atuação democrática, que, na verdade se torna uma ditadura disfarçada.
Sendo exercida pelo punhado de membros da mais alta corte, ainda é uma oligarquia.
Ora, na lição imperecível de Aristóteles, a oligarquia é sempre negativa e está entre as formas de governo que não atendem ao bem comum.
É o governo supremo confiado a um grupo que não atua no interesse comum, e sim em benefício de vantagens pessoais, ou de seu bloco de convivas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.conjur.com.br — o conteúdo pertence a Consultor Jurídico.