Política externa de novo governo passa por relações difíceis com Trump, big techs e minerais críticos
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O próximo presidente da República, seja ele quem for, terá ao menos mais dois anos de relações difíceis com Donald Trump . Com histórico de atacar igualmente aliados e adversários, o presidente americano deve continuar pressionando o país para abrir espaço a seus interesses, segundo especialistas.
A agenda do próximo chefe do Executivo também deve ser marcada pelo esforço dos Estados Unidos em fazer o Brasil se afastar da China. Esse ponto é sensível inclusive para um eventual governo de Flávio Bolsonaro ( PL ) que, apesar da proximidade com Trump, teria de pesar a dependência da economia brasileira em relação a Pequim.
Na política internacional, outros temas ainda se destacam como desafios para um novo mandato presidencial. A pressão por menos regulação das big techs e o combate ao narcotráfico transnacional são alguns deles, assim como as decisões sobre investimentos estrangeiros em terras raras e minerais críticos.
Na esteira do tarifaço e das sanções de Donald Trump contra o Brasil, a política externa assumiu protagonismo inédito na eleição presidencial deste ano. O tema coloca os dois candidatos líderes nas pesquisas em campos opostos.
Flávio Bolsonaro está na defensiva, por causa da repercussão negativa de sua proximidade com o presidente americano após as medidas de Washington contra o Brasil. O senador mal menciona política externa em seu programa de governo e tenta passar uma imagem de moderação para se diferenciar da diplomacia ideológica do mandato do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro .
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL) elegeu política externa e defesa como elementos centrais de seu programa de governo, conectadas à soberania e ao desenvolvimento. O petista aposta que a popularidade gerada por sua reação firme a Trump no ano passado, quando foram impostas as primeiras tarifas, continue rendendo dividendos eleitorais, e tenta colar em Flávio a pecha de subserviente aos EUA .
Reportagens mostram os principais gargalos com que o mandatário eleito terá de lidar em sete áreas estratégicas —fiscal, saúde, segurança, Judiciário, relações internacionais, educação e energia— e apresenta as propostas dos principais candidatos para cada tema
Os minerais críticos ganharam importância no debate geopolítico atual por seu peso estratégico em setores como indústria de defesa, carros elétricos e tecnologias de alta complexidade. Uma corrida global pelos vastos depósitos de terras raras do Brasil está se intensificando, com EUA, China e Europa disputando acesso.
No começo do mês, o Senado aprovou o marco legal dos minerais críticos , que cria um conselho com poder de veto a parcerias estrangeiras.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Poder.