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Economia

Por trás do reajuste do Bolsa Família, mercado vê um governo acuado

Valor Investe ·
Por trás do reajuste do Bolsa Família, mercado vê um governo acuado

A poucos dias do primeiro turno das eleições, o governo anunciou um aumento de 15% no valor do Bolsa Família.

O benefício mínimo passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o pagamento médio sobe de R$ 675 para R$ 777.

De imediato, a medida gerou dúvidas no mercado quanto à trajetória da sustentabilidade fiscal e os efeitos na corrida presidencial.

E a aversão ao risco imperou nos minutos seguintes ao anúncio.

O Ibovespa chegou a cair mais de 1%, os juros futuros dispararam na ponta longa e o dólar avançou, em meio à ponderação de investidores de que o incremento de despesas permanentes com programas sociais pode custar caro aos cofres públicos lá na frente.

Mas, pouco tempo depois, o índice acionário apagou a trajetória negativa e passou a subir, à medida que novos elementos passaram a entrar no preço dos ativos.

A justificativa apresentada pelo governo para o reajuste do benefício foi a reposição da inflação medida pelo INPC desde o relançamento do programa, em 2023.

De lá para cá, o indicador variou 15,04%, o mesmo percentual que será aplicado sobre o valor do Bolsa Família.

O momento em que o reajuste foi anunciado, no entanto, fez com que a medida ganhasse outra interpretação aos olhos do mercado.

Faltam 17 dias para o primeiro turno da eleição, e os levantamentos mais recentes vêm mostrando um cenário de indefinição na corrida pelo pleito.

A pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada na tarde desta quinta-feira, apontou Lula com 46,8% e Flávio Bolsonaro com 47,2% no segundo turno.

O levantamento Quaest do início da semana mostrou o petista com 40%, contra 42% do senador do PL.

Para Felipe Cima, analista de renda variável da Manchester Investimentos, a iniciativa sinaliza a postura de um incumbente acuado.

O analista pondera que, diante de um primeiro turno disputado voto a voto, a tendência é que a oposição consiga herdar parte dos votos de outros candidatos derrotados, o que limita a margem do atual governo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.

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