Eleição tem a 3ª menor diferença da história entre vencedor e segundo lugar
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A eleição presidencial deste domingo (25) foi uma das mais acirradas desde a redemocratização —apenas 4 milhões de votos, ou 3,58 pontos percentuais, separaram Lula ( PT ), eleito com 51,79% dos votos, e Flávio Bolsonaro ( PL ), derrotado com 48,21%.
Os percentuais são os informados pela Justiça Eleitoral com 99,99% das seções totalizadas.
Desde o início da corrida eleitoral, as duas campanhas projetavam que o placar seria muito apertado, diante de uma guerra de rejeições mobilizada pelo antipetismo e pelo antibolsonarismo.
A eleição mais acirrada foi a anterior, em 2022, quando Lula derrotou o então presidente Jair Bolsonaro (PL) com uma diferença de 1,8 pontos percentuais, equivalente a 2,1 milhões de votos. O petista foi eleito com 60,3 milhões de votos.
Apoiadores do ex-presidente ocuparam a frente de quartéis pelo Brasil com protestos golpistas, processo que culminou nos ataques de 8 de janeiro em Brasília, enquanto Bolsonaro tentava obter apoio dos chefes das Forças Armadas para um golpe, como reconheceu o Supremo Tribunal Federal na decisão que o condenou a mais de 27 anos de prisão.
Em 2014, Dilma Rousseff (PT) superou Aécio Neves (PSDB) por 3,3 pontos percentuais, ou 3,5 milhões de votos, placar que deu margem para que os tucanos pedissem ao Tribunal Superior Eleitoral uma auditoria para fiscalizar a "lisura" da eleição.
Anos depois, vazaria uma conversa grampeada entre Aécio e o empresário Joesley Batista, na qual o ex-presidenicável afirma que entrou com a ação naquele ano "para encher o saco". Apesar do pedido ao TSE, o tucano reconheceu a derrota no mesmo dia em que foi realizado o segundo turno.
Em 1989, na primeira eleição direta após a redemocratização, Fernando Collor derrotou Lula por uma diferença de seis pontos percentuais, correspondente, na época, a 4 milhões de votos.
Há oito anos, Bolsonaro chegou ao poder imbuído no discurso antissistema, dois anos depois do impeachment de Dilma e seis meses após a prisão de Lula na Operação Lava Jato.
O candidato do extinto PSL derrotou Fernando Haddad (PT) por dez pontos percentuais, ou cerca de 10 milhões de votos. O ex-ministro havia assumido a cabeça de chapa com a decisão da Justiça Eleitoral que indeferiu o registro da candidatura de Lula.
Em 2010, a diferença entre Dilma, eleita pela primeira vez na esteira da alta popularidade do antecessor, e o tucano José Serra (PSDB) foi de 12 pontos percentuais, ou 12 milhões de votos.
Em 1998, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) se tornou o primeiro presidente reeleito no país, após a aprovação de uma emenda constitucional que instituiu o mecanismo durante o primeiro governo do tucano. Ele se reelegeu no primeiro turno com mais de 20 pontos percentuais, ou 14 milhões de votos, de diferença para Lula, o segundo colocado.
Em 2006, o petista também teve larga vantagem ao se reeleger, derrotando Geraldo Alckmin (PSB), hoje seu vice-presidente, com uma diferença de mais de 20 milhões de votos, ou 20 pontos percentuais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Poder.