PSB expulsa prefeito que ameaçou servidores de demissão se não votassem em Flávio Bolsonaro
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) expulsou Fernando Oliveira da Silva, conhecido como Fernando Bermuda, prefeito de Campestre do Maranhão (MA), após acusações de que ele teria coagido servidores municipais a votarem em Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais, sob ameaça de demissão.
A decisão foi divulgada depois de reunião extraordinária do diretório estadual.
O partido formalizou o desligamento por meio de resolução, invocando “grave infidelidade partidária” e atuação organizada contra as diretrizes da legenda, que integra a coligação com o PT na disputa pela Presidência da República.
A Comissão Estadual do PSB no Maranhão aprovou a expulsão.
Na resolução, o partido afirma que o prefeito atuou de forma organizada contra as diretrizes da legenda, que neste ano forma coligação com o Partido dos Trabalhadores (PT) na disputa pela Presidência e pela Vice-Presidência do Brasil.
Para o partido, não se tratou de uma preferência eleitoral individual, mas de um comportamento sistemático em favor de candidaturas de outras siglas.
Defesa do prefeito e posição do partido Após a repercussão do caso, Fernando Bermuda reconheceu, em nota, que utilizou palavras e tom “inadequados” em uma conversa informal, mas negou ter ameaçado, coagido ou perseguido servidores por posicionamento político ou voto.
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