Carteira Lula: quais ações e investimentos podem ganhar com a reeleição do presidente?
Com a reeleição do presidente Lula (PT), o mercado agora acompanha os próximos passos do governo e os efeitos da política econômica sobre os investimentos.
Para especialistas ouvidos pelo Valor Investe, o cenário exige atenção à trajetória dos juros, às contas públicas e ao comportamento do dólar, fatores que podem influenciar o desempenho da bolsa e a escolha dos ativos para a carteira.
A estratégia sugerida pelos analistas combina ações de empresas com receitas no exterior, companhias com fundamentos sólidos e investimentos em renda fixa.
A diversificação internacional também aparece como alternativa para reduzir a dependência do mercado brasileiro e proteger parte da carteira em caso de desvalorização do real.
As avaliações, porém, diferem quanto ao peso de cada classe de ativo e aos setores com maior potencial de ganhos.
Para Gustavo Bertotti, chefe de renda variável da Fami Capital, a continuidade do governo Lula pode provocar uma correção da bolsa caso seja acompanhada de uma piora das expectativas fiscais e de uma alta da curva de juros.
“Eu acho que o investidor deve olhar muito mais para ativos com fundamentos sólidos”, afirma Bertotti.
Exportadoras ganham espaço As empresas com receitas em dólar estão entre as principais alternativas citadas pelos especialistas diante de um novo governo Lula.
Esses negócios podem oferecer uma proteção parcial diante de uma eventual desvalorização do real, movimento que Bertotti considera possível caso aumente a percepção de risco fiscal no país.
Entre os exemplos citados pelo analista estão Suzano e Klabin, do setor de papel e celulose, além de Embraer e WEG, que têm presença relevante no mercado internacional.
A Gerdau também aparece entre as opções, por sua atuação industrial nos Estados Unidos.
Lucas Xavier, chefe da mesa de renda variável e sócio da AW Capital, também destaca as ações de Embraer e WEG.
Na avaliação dele, uma eventual valorização do dólar elevaria, em reais, as receitas obtidas no exterior por essas companhias, sem exigir uma mudança no funcionamento de seus negócios.
Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, vê potencial em Suzano e Gerdau.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.