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Minério mais barato? Estratégia da Vale (VALE3) para blindar caixa e dividendos passa por cobre e chega ao lítio

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O fantasma dos preços mais baixos do minério de ferro voltou a se refletir nos modelos dos analistas, levando o Itaú BBA a cortar as estimativas para a Vale (VALE3) .

Em vez de assistir passivamente à volatilidade de seu principal produto, a mineradora vem demonstrando que tem um plano de voo bem definido para proteger as margens: injetar forte ritmo de crescimento na Vale Base Metals (VBM) — com foco especial no cobre — e mapear a entrada em novas commodities, incluindo o lítio .

Em relatório divulgado a clientes, o Itaú BBA ajustou as estimativas para a Vale para incorporar a recente queda do minério de ferro no mercado internacional , cujas cotações de referência recuaram para patamares próximos de US$ 95 por tonelada.

A equipe de análise, composta por Daniel Sasson, Marcelo Furlan Palhares e João Paulo Helito, reduziu a previsão para o preço médio do minério em 2026 de US$ 102,50 para US$ 100 por tonelada, mantendo a projeção de US$ 97,50 por tonelada para 2027.

O banco também elevou ligeiramente as estimativas de custo caixa C1 (da mina ao porto) para cerca de US$ 23 por tonelada e de frete marítimo para US$ 22 por tonelada em 2026.

Como resultado, a projeção do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado pró-forma da mineradora caiu para US$ 16,3 bilhões em 2026 e US$ 17 bilhões em 2027.

O preço-alvo para a ação VALE3 foi ajustado de R$ 95 para R$ 94.

Apesar da revisão para baixo, o Itaú BBA reiterou a recomendação outperform (equivalente a compra).

Segundo o banco, o novo preço-alvo ainda representa um potencial de valorização de 30,6%.

Os analistas destacam que o papel está sendo negociado a um múltiplo atraente de 4,4 vezes o EV/Ebitda (valor da firma sobre o Ebtida) para 2027 — abaixo do nível considerado justo de cinco vezes —, com uma assimetria de risco-retorno "inclinada para cima" à medida que as margens operacionais se aproximam das mínimas de cinco anos.

Além disso, o banco prevê um free cash flow yield (rendimento de fluxo de caixa livre) sólido de 8% a 9% entre 2026 e 2030, reforçando a tese de retornos via dividendos e recompras de ações , suportado por uma dívida líquida ampliada estimada em US$ 15,9 bilhões ao fim de 2026.

Leia também: US$ 1 milhão por dia: os bastidores da descoberta de petróleo da Petrobras (PETR4) na Margem Equatorial.

Vale investir agora? Cobre no centro da estratégia da Vale Para compensar o momento do minério, a Vale tem concentrado esforços na reestruturação do portfólio — a subsidiária Vale Base Metals tornou-se a peça central da estratégia de crescimento da mineradora.

Segundo o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Vale, Marcelo Bacci, a VBM passou de uma representação de 10% no Ebitda consolidado do grupo em 2024 para 26% em 2025.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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