Um dinossauro menor que um metro já tinha a cabeça em forma de cúpula antes de terminar de crescer e preservou mãos e cauda quase nunca encontradas no grupo
Esqueleto excepcional da Mongólia revelou mãos, cauda, gastrólitos e uma cúpula craniana desenvolvida antes da maturidade corporal
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Um pequeno dinossauro encontrado no deserto de Gobi revelou partes do corpo que praticamente nunca aparecem no registro fóssil de seus parentes. Zavacephale rinpoche viveu há cerca de 108 milhões de anos e preservou mais da metade do esqueleto, incluindo crânio, mãos, cauda e gastrólitos. Ainda jovem, ele já apresentava a característica cúpula óssea dos paquicefalossauros.
O fóssil veio da Formação Khuren Dukh, na Mongólia, e representa o paquicefalossauro definitivo mais antigo conhecido. Ele antecede em cerca de 15 milhões de anos os fósseis confirmados anteriormente para esse grupo, empurrando para trás a história conhecida dos dinossauros de cabeça abobadada.
Sua importância também está na preservação. Paquicefalossauros são frequentemente conhecidos por partes do crânio, especialmente pela cúpula espessa. Nesse exemplar, aproximadamente 54% do esqueleto foi recuperado, proporcionando uma visão inédita da anatomia de um representante antigo da linhagem.
Os pesquisadores analisaram microscopicamente ossos dos membros e da própria cúpula craniana. Linhas de crescimento e outras características indicaram que o indivíduo ainda não havia atingido sua maturidade corporal quando morreu, mesmo apresentando uma cúpula frontal e parietal bem desenvolvida.
Isso mostra que o ornamento craniano se desenvolvia antes de o corpo alcançar seu tamanho final. A descoberta é relevante porque cúpulas semelhantes são associadas a comportamentos sociais, exibição e possivelmente combate, embora não seja possível determinar apenas pelo fóssil exatamente como esse indivíduo a utilizava.
Este vídeo aborda a possível função das cúpulas cranianas nos paquicefalossauros:
Entre os elementos mais raros estão ossos das mãos, até então desconhecidos de forma segura em paquicefalossauros. Eles mostram membros anteriores reduzidos e mãos pequenas, preenchendo uma lacuna anatômica criada pelo registro extremamente fragmentário de outros representantes do grupo.
A cauda também está excepcionalmente completa e acompanha tendões ossificados, estruturas rígidas que ajudavam a sustentá-la. Essa preservação permite reconstruir melhor as proporções corporais e a postura de animais que, durante décadas, foram representados principalmente a partir de crânios isolados.
Um agrupamento de pequenas pedras apareceu na região onde estaria o sistema digestivo. A posição e as características desses materiais levaram os pesquisadores a identificá-los como gastrólitos, pedras ingeridas deliberadamente e conhecidas em diversos grupos de animais atuais e extintos.
Elas poderiam auxiliar mecanicamente no processamento do alimento dentro do aparelho digestivo. O Natural History Museum destaca que o achado é o primeiro registro conhecido de gastrólitos associado diretamente a um paquicefalossauro.
O animal viveu aproximadamente 108 milhões de anos atrás, no Cretáceo Inferior. Media menos de um metro e era muito menor que alguns paquicefalossauros posteriores, que alcançariam vários metros de comprimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.