O fruto que dá cor ao colorau e virou alternativa à soja e ao milho no agro de MS
Urucum amplia as opções de produção em pequenas propriedades do Estado Enquanto grandes lavouras, como soja e milho, dominam a produção agrícola de Mato Grosso do Sul, o urucum tem conquistado espaço entre pequenos produtores rurais.
Conhecido por ser a matéria-prima do colorau, o fruto é usado na fabricação de corantes naturais e tem se tornado uma alternativa para diversificar a renda no campo.
Em Ivinhema, a cerca de 290 quilômetros de Campo Grande, a cultura ocupa aproximadamente 300 hectares, segundo a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer).
O cultivo começou com poucos agricultores, mas ganhou espaço ao longo dos anos por permitir o trabalho em pequenas propriedades e exigir investimentos que podem ser adaptados à realidade de cada produtor. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O produtor rural Valdir Benatti cultiva urucum há 11 anos e mantém uma área de aproximadamente cinco hectares.
Para ele, a cultura oferece bons resultados e pode ser uma opção mais viável para quem trabalha com a família.
“Hoje, comparando com outras lavouras, a de urucum está sendo mais fácil e dando mais resultado para a agricultura familiar”, afirma.
Planta é fonte de corante natural O urucum é usado na produção de colorau, corante que dá cor a diversos alimentos.
Itamar Silva, TV Morena O urucum é um fruto que contém sementes revestidas por uma substância avermelhada chamada bixina.
É esse pigmento que dá origem ao corante usado em alimentos e na fabricação do colorau, conhecido por dar cor a preparações culinárias.
Segundo Benatti, o valor comercial está justamente nessa substância extraída das sementes.
“É um corante praticamente natural que serve para diversas coisas.
É um corante bruto, universal, para tudo o que você pensar”, explica o produtor.
A planta também pode permanecer no campo por vários anos, o que permite ao agricultor trabalhar com uma cultura perene, ou seja, que produz por mais de uma safra sem precisar ser replantada a cada ciclo.
Conforme a Agraer, o avanço do cultivo em Ivinhema representa uma nova possibilidade de renda para os agricultores, que podem combinar a produção de urucum com outras atividades rurais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.