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Três sinais claros de que o Brasil está à beira de uma crise econômica

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Três sinais claros de que o Brasil está à beira de uma crise econômica

O ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, conhecido por suas frases espirituosas, disse certa vez que o Brasil não tinha competência nem mesmo para se autodestruir e, portanto, sobreviveríamos às barbeiragens que o governo – qualquer governo – cometesse na economia.

Mesmo assim, isso não impede o país de se aproximar perigosamente do abismo de tempos e tempos.

É o caso deste momento, em que três sinais claros indicam quão perto está uma nova crise econômica.

“Quando observamos os indicadores que antecipam ciclos de estresse econômico, surgem sinais que merecem atenção”, afirma a economista Jucelia Lisboa, em análise enviada nesta quarta-feira 26 a clientes da Siegen, uma consultoria especializada na reestruturação de empresas.

“A economia brasileira continua demonstrando resiliência, mas essa resiliência não deve ser confundida com um crescimento estruturalmente sustentável”, acrescenta.

De acordo com a economista, o primeiro sinal de alerta é a trajetória ascendente da dívida pública.

Como se sabe, em 2023, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse de seu terceiro mandato, a dívida bruta do governo correspondia a 72% do produto interno bruto (PIB).

No mês passado, ela já representava 82% do PIB, segundo o relatório de estatísticas fiscais do Banco Central.

Trata-se do maior nível já alcançado em tempos de normalidade, só ficando atrás dos 88% registrados no meio da pandemia de Covid-19.

Em campanha pela reeleição, Lula não se compromete claramente com o forte ajuste fiscal recomendado pelos especialistas para estabilizar e, se possível, reverter a trajetória da dívida.

Por isso, até mesmo sua equipe econômica admite que o país seguirá se endividando e pode alcançar uma proporção de 87% do PIB em 2029.

Muito antes disso, a escassez de dinheiro já leva o governo a contingenciar ou a bloquear despesas discricionárias – aquelas que não são obrigatórias.

O problema é que os cortes já afetam as verbas necessárias para manter o funcionamento dos órgãos públicos.

Sem recursos, por exemplo, as agências reguladoras estão reduzindo seu expediente, os trabalhos de fiscalização e o volume de autorizações e licenças, como as ambientais e as necessárias para medicamentos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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