Ouro recua com fortalecimento do dólar e avanço dos Treasuries após inflação dos EUA
O ouro encerrou as negociações desta quarta-feira (26) em queda, pressionado pelo fortalecimento do dólar após dados de inflação nos Estados Unidos reforçando a perspectiva de juros elevados por mais tempo.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 0,88% , a US$ 4.653,30 por onça-troy.
Já a prata para setembro recuou 0,96%, a US$ 68,02 por onça-troy.
O que movimentou o ouro hoje? O metal precioso foi pressionado por novos dados de inflação dos Estados Unidos.
O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal ( PCE ) subiu 0,2% em julho, segundo divulgado pelo Bureau of Economic Analysis ( BEA ).
No acumulado do ano, a inflação preferida do Federal Reserve apontou para alta de 3,7% — acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano.
Os economistas consultados pelo Reuters previam alta de 3,6%, O dado reforçou a leitura de uma postura mais restritiva do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).
Com isso, os juros dos títulos do Tesouro dos EUA voltaram a operar em alta.
“A inflação continua avançando lentamente em direção à meta, mantendo firmemente em jogo a possibilidade de uma alta de juros ainda este ano”, afirmou o economista-chefe internacional, James Knightley, do ING.
Segundo ele, os “reembolsos” relacionados às tarifas, crescimento fraco dos salários, desaceleração dos aluguéis residenciais e estabilidade nos mercados de energia continuarão empurrando a inflação em direção a 2% nos próximos 12 meses.
Isso, na visão do ING, sustenta a visão de que os juros nos EUA permanecerão estável até meados de 2027.
A taxa de juros dos EUA está na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
A Capital Economics também espera um aumento de 25 pontos-base em dezembro deste ano pelo Fed, seguido por outro no início de 2027.
Apesar disso, a consultoria avalia que o PCE acima do esperado não será suficiente para convencer o Fed de que ele precisará aumentar as taxas de juros já em setembro.
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