Suposto membro do PCC ligado ao filme de Bolsonaro é solto pela Justiça de SP
A Justiça de São Paulo revogou a prisão de Alex Leandro Bispo dos Santos , de 40 anos, réu por feminicídio e apontado pelo Ministério Público estadual como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Preso desde dezembro do ano passado após ser flagrado agredindo a esposa, Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, encontrada morta após cair do 10º andar do prédio do casal em 29 de novembro, Bispo dos Santos deixou a cadeia no dia 10 de agosto, após decisão proferida em 6 de agosto.
O empresário é figura central em investigações que ligam um contrato milionário da prefeitura de São Paulo ao financiamento do longa-metragem Dark Horse , filme sobre Jair Bolsonaro.
Réu por feminicídio e suposto PCC é solto A decisão de revogar a prisão de Alex Bispo foi assinada pelo juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, da 5ª Vara do Tribunal do Júri, na Barra Funda.
O empresário havia sido preso em dezembro do ano passado depois que câmeras de segurança do condomínio registraram a agressão à esposa horas antes de ela ser encontrada morta.
Inicialmente tratado como homicídio, o caso evoluiu para feminicídio no curso das investigações, e Bispo dos Santos se tornou réu em fevereiro deste ano.
Ao liberá-lo, o juiz impôs uma série de condições: Alex Bispo não pode se ausentar da cidade por mais de oito dias, não pode mudar de endereço, deve comparecer em juízo bimestralmente e manter o telefone atualizado.
Está também proibido de se aproximar das testemunhas do crime, com distância mínima de 500 metros, e de manter contato por telefone ou aplicativos de mensagem com elas.
O alvará de soltura foi cumprido no dia 10 de agosto.
O Ministério Público de São Paulo aponta Bispo dos Santos como integrante do PCC , com os apelidos de “Escorpião do PCC” e “Baianão”.
As conexões com o filme de Bolsonaro e desvio de verbas Antes de ser preso, Alex Bispo era dono da Favela Conectada Serviços e Tecnologia Ltda., empresa subcontratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) para gerenciar pontos de internet em comunidades da capital paulista.
A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) repassou ao ICB um contrato de R$ 108 milhões ao ano para o programa de wi-fi em periferias; o ICB, por sua vez, subcontratou a empresa de Bispo por R$ 12 milhões para a instalação dos pontos.
O ICB é presidido pela empresária Karina da Gama , que também é proprietária da produtora Go UP, responsável oficial pelo filme Dark Horse , cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ligação entre a estrutura de conectividade periférica e o projeto audiovisual é o foco central das investigações policiais.
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