Calçado português aposta nos EUA, mercado promissor que exige prudência
"J á exportamos para os Estados Unidos cerca de 90 milhões de euros, mas diria que num curtíssimo espaço de tempo podemos duplicar ou até triplicar as nossas exportações. Achámos que este é o nosso momento nos EUA e vamos querer aproveitá-lo", afirmou o diretor executivo da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS).
Em declarações aos jornalistas em Milão, Itália, onde mais de 70 empresas portuguesas participam esta semana nas feiras da fileira do calçado Micam, Lineapelle e Simac, Paulo Gonçalves garante serem "muitas as oportunidades" para as empresas nacionais "no mercado da América do Norte como um todo, incluindo EUA e Canadá".
"Portugal ganhou reputação no mercado e já estamos a fazer lá várias iniciativas: Estamos a trazer importadores americanos, temos ações [promocionais] em várias cidades, de Chicago a Atlanta, Nova Iorque ou Las Vegas, temos uma agência de comunicação e estamos a trabalhar com escolas de moda americanas", concretizou, acrescentando: "E ainda agora na Semana de Moda de Nova Iorque tivemos quatro marcas de calçado associadas a quatro 'designers' americanos".
Garantindo que o setor está "a fazer o trabalho de casa", o diretor executivo da APICCAPS lembra que as vendas para os EUA já duplicaram na última década e destaca o 'showroom' comercial com "pelo menos 10 empresas" que Portugal vai organizar em dezembro, em Nova Iorque.
"Para isso, contratamos uma equipa local que vai fazer a ligação entre a oferta e a procura.
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