Como recordista 'negociou' com a mente para correr 866 km em 7 dias em SC: 'não podia pensar no que tinha pela frente'
Brasileira de 55 anos bate recorde mundial de corrida em esteira em Florianópolis Para bater o recorde mundial de corrida em esteira e percorrer 866,21 quilômetros ao longo de sete dias, Débora Simas, de 55 anos, precisou negociar com a cabeça o tempo todo.
Neste domingo (16), faz uma semana que a ultramaratonista completou o desafio em um shopping de Florianópolis.
O objetivo era fazer 846 quilômetros durante o período, mas desbancou o recorde da atleta neozelandesa Emma Timmis com sobra. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Como brasileira tenta quebrar recorde mundial de corrida em esteira Ao g1, ela contou que precisou "diminuir o tamanho do desafio" dentro da cabeça para chegar ao resultado.
"Eu não podia acordar pensando que eu ainda tinha seis dias pela frente ou olhar para o painel e fazer a conta de tudo o que faltava.
Precisava estar naquele quilômetro, naquela hora, naquele momento", resumiu. 🔎 Durante o desafio, a atleta contou com uma barraca montada atrás da esteira que serviu para os breves períodos de sono, higiene, atendimento médico e recuperação — tudo cronometrado.
A alimentação e hidratação geralmente eram feitas enquanto ela permanecia em movimento.
Preparo físico, nutricional... e mental Para encarar as 168 horas com os pés na esteira, no entanto, foi necessário mais do que preparação fisica e nutricial acompanhada por bons profissionais.
Aprender a trabalhar a mente também foi parte importante no processo.
Ela contou que a experiência de duas décadas em provas de longa distância a ensinou que "uma decisão tomada no auge do cansaço não pode determinar o restante da prova." A atleta se tornou embaixadora do Antonietas, movimento da NSC que da luz e visibilidade às conquistas das mulheres catarinenses.
"Acho que essa foi uma das grandes batalhas desses sete dias: não carregar mentalmente todos os quilômetros ao mesmo tempo.
Eu tinha um objetivo gigantesco, mas precisava conquistá-lo em pedaços muito pequenos.
Mas, tinha sempre na minha cabeça um objetivo: chegar no km 860.
Eu fui além, superei", contou.
O corpo mandou sinais de desconforto ao longo dos quilômetros — como pernas cansadas pela repetição, sono e dor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Santa Catarina.