Latitud: “Síndrome de vira-lata está mudando”
Luisa Dalla Costa, partner na Latitud | Foto: Divulgação O mercado latino-americano de startups é relativamente recente, quando comparado aos ecossistemas norte-americanos.
E, durante um bom tempo, fez sentido para os fundadores brasileiros e dos países vizinhos focarem nas operações locais, em vez de se aventurarem globalmente.
Mas esse cenário está mudando com o avanço da inteligência artificial, mostra um estudo realizado pela Latitud .
O levantamento analisou as 1.029 aplicações recebidas pelas duas últimas turmas do fellowship da gestora.
Do total de founders, mais de 30% são brasileiros, seguidos por Argentina (8,8%), México (8,2%), Colômbia (6,1%), Chile (2,5%) e Peru (2,2%).
Entre eles, 46,5% têm hoje o Brasil como principal mercado.
Mas quando a pergunta muda para onde querem chegar, 61% apontam para os Estados Unidos ou para um mercado global.
“A síndrome de vira-lata está mudando”, afirma Luisa Dalla Costa, partner da Latitud , em entrevista ao Startups .
Segundo ela, o movimento começa a ser puxado por referências concretas, como Kalshi , Tractian e Firecrawl .
“Estamos começando a ter role models.
Talento já temos, mas isso está dando mais coragem.
O fundador vê que é possível vender lá fora”.
A mudança também aparece na geografia dos próprios empreendedores.
Segundo Luisa, tem aumentado o número de founders latino-americanos que se mudam para São Francisco para ficar mais próximos do ecossistema americano.
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