Taxas do Tesouro Direto têm leve alta após reajuste do Bolsa Família
Os rendimentos dos títulos do Tesouro Direto passaram a registrar leve alta ou estabilidade nesta quinta-feira (17) após começar o dia em queda.
O governo federal anunciou, pela manhã, o reajuste de 15% dos benefícios do Bolsa Família.
O impacto estimado nas contas públicas é de R$ 5,8 bilhões neste ano e de R$ 22 bilhões em 2027.
Há 49,7 milhões de pessoas que recebem valores através do programa, de acordo com dados do governo federal relativos a agosto.
As maiores altas do dia ocorrem entre os títulos Tesouro Prefixado 2029 e 2032.
O Tesouro Nacional realizou hoje o leilão tradicional de títulos prefixados nesta quinta-feira.
Todo o lote de 9 milhões de Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F) para três vencimentos.
O volume financeiro somou, aproximadamente, R$ 7,8 bilhões.
A oferta excepcional contribui para a alta das taxas.
A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, ontem, por mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic.
Ela foi de 14% para 13,75% ao ano.
Agora, investidores calibram as expectativas para as próximas decisões de política monetária.
As apostas em um novo corte de 0,25 ponto em novembro aumentaram de 50% para 60% nesta quinta.
No cenário externo, os juros futuros recuam firme, hoje, após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) reconquistar a confiança dos mercados ao elevar a taxa básica de juros pela primeira vez em três anos.
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