Empresas americanas começam a receber bilhões de dólares de volta após tarifas de Trump serem derrubadas
Tribunal dos EUA considera ilegais diversas tarifas impostas por Donald Trump O governo dos Estados Unidos começou a devolver bilhões de dólares cobrados em tarifas comerciais a grandes empresas depois que as tarifas impostas por Donald Trump foram consideradas ilegais pela suprema corte americana em fevereiro deste ano.
Um levantamento publicado pelo jornal americano The Wall Street Journal mostra que mais de 40 multinacionais que integram o índice S&P 500 já reportaram cerca de US$ 9,6 bilhões em restituições. * O S&P 500 é um dos principais índices da bolsa de valores dos Estados Unidos e reúne as 500 maiores empresas de capital aberto do país.
Ele serve como o termômetro mais importante da saúde econômica do mercado americano.
Do montante total já informado pelas companhias, pelo menos US$ 2,1 bilhões já entraram efetivamente no caixa das empresas.
O restante inclui reembolsos que foram aceitos pelo governo e registrados nos balanços como valores a receber. 💵 Os US$ 9,6 bilhões informados por multinacionais do S&P 500 representam apenas uma parcela do volume total em jogo no governo americano.
Do montante global de US$ 166 bilhões cobrados em tarifas que foram anuladas, cerca de US$ 100 bilhões já foram encaminhados ao Tesouro dos Estados Unidos para a liberação dos pagamentos.
Ao todo, a alfândega do país já aceitou mais de 252 mil solicitações de devolução de diversas companhias, o que indica que milhares de outras empresas, para além das gigantes listadas em bolsa, também estão na fila para reaver quantias milionárias (Veja mais detalhes abaixo).
Uma das justificativas utilizadas pelo governo dos EUA na primeira rodada de tarifas foi utilizar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional ((IEEPA, na sigla em inglês) para impor taxas a quase todos seus parceiros globais.
Entre as medidas aplicadas com base na IEEPA estavam as tarifas “recíprocas” de alcance quase global e outras tarifas relacionadas ao combate ao tráfico de drogas letais nos EUA.
No entanto, a Suprema Corte destacou que a IEEPA não menciona explicitamente a criação de tarifas.
A lei apenas permite que o presidente “regule a importação” de bens estrangeiros após declarar emergência nacional para enfrentar ameaças consideradas “incomuns e extraordinárias”.
Relembre os detalhes da suspensão aqui. ➡️ Vale lembrar que o governo de Donald Trump voltou a aplicar taxas de importação contra uma série de países, incluindo novamente o Brasil.
A nova ofensiva comercial do governo americano inclui cobranças na Seção 232, além de uma alíquota adicional de 12,5% sob a alegação de uso de trabalho forçado no ecossistema de exportação brasileira.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.