Primero faz seed pomposo R$ 62M para levar agentes de IA a grandes empresas
José Murillo, co-CEO e cofundador da Primero | Crédito: Divulgação A Primero , startup que promove a transformação de grandes empresas por meio de inteligência artificial, levantou R$ 62 milhões (US$ 12 milhões) em uma rodada seed.
Pois é, um seed — e um dos maiores já registrados para uma empresa do setor na região.
O aporte será usado para expandir as operações da companhia e ampliar o número de agentes de IA implementados nas empresas que já são clientes.
Fundada em 2025, a Primero oferece uma camada de software que conecta sistemas corporativos que normalmente não conversam entre si — como ERPs, CRMs e planilhas — e usa essa integração para implantar agentes de IA capazes de executar processos internos das empresas, como conciliação de faturas ou análise de deduções financeiras.
A proposta atraiu Kaszek e General Catalyst , que co-lideraram a rodada na companhia.
O aporte contou com a participação de Definition , Conviction e 8VC , além de investidores-anjo ligados à FEMSA , Bimbo , Aeroméxico e Kimberly-Clark de México .
“Quando decidi criar a empresa, achei muito importante trabalhar com investidores locais”, afirma José Murillo, co-CEO e cofundador da Primero , em entrevista ao Startups .
“A Kaszek , com seu histórico de investimento em Nubank e Nuvemsho , além da relação com o Mercado Livre , participou do desenvolvimento de empresas de sucesso, e temos muito o que aprender com ela”, diz.
José cresceu na Cidade do México e cursou Economia e Ciência da Computação em Harvard.
O empreendedor já havia criado uma startup de e-commerce na Colômbia e, há cerca de um ano e meio, lançou a Primero ao lado de Andrés Rosales e Santiago Buenahora, também formados em Harvard e na Universidade da Pensilvânia, com passagens por Meta, 8VC e Robinhood.
Visão de mercado Segundo José, o problema central que a Primero resolve está na desconexão entre os sistemas usados pelas empresas.
Ele explica que os dados críticos costumam estar espalhados entre ERPs, CRMs, planilhas e softwares de gestão de armazéns que não conversam entre si.
“As empresas não conseguem implantar agentes de IA que entendam seus negócios pois há um gap de contexto”, diz o empreendedor.
A proposta da startup é projetar, implementar e operar sistemas de IA integrados aos dados, fluxos de trabalho e equipes das empresas.
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