No Brasil, reforma de robôs ajuda a driblar crise de componentes global
Unidade da ABB Robotics em Sorocaba (Imagem: Startups/Giulia Frazão) A atual crise de componentes eletrônicos, marcada pela pressão sobre a oferta de chips e outros insumos essenciais para a fabricação, já começa a se espalhar por diferentes segmentos da indústria de tecnologia.
O movimento tem levado fabricantes a reforçar estoques, lidar com prazos mais longos e se preparar para possíveis aumentos de custos — um cenário que também já foi relatado por empresas como a Dell , que classificou o momento como uma crise de componentes “nunca tão generalizada” .
No setor de robótica brasileiro, no entanto, os efeitos parecem chegar a passos mais lentos.
Para a ABB Robotics , a falta de componentes ainda não representa um problema relevante no Brasil, seja em disponibilidade de robôs ou em prazos de entrega.
Nesta quarta-feira (19), o Startups foi até a unidade da ABB em Sorocaba e conversou de perto com executivos para entender como a fabricante de robôs tem conseguido atravessar o atual cenário de pressão.
A empresa afirma que está respaldada por estoques locais de segurança, uma maior flexibilização na cadeia de fornecedores e aprendizados herdados durante a Covid-19.
“A gente sofreu bastante com a crise de componentes durante a pandemia, principalmente em relação a prazos de fabricação e computadores.
Hoje, porém, a situação está mais controlada.
Ainda não temos visto um aumento significativo nos prazos.
Geralmente, esse tipo de impacto aparece primeiro na nossa fábrica para depois se refletir no tempo de entrega dos robôs”, afirmou Adrian Covi, Gerente da Linha de Negócios, em entrevista ao Startups .
Com o uso de simulação virtual e gêmeos digitais para acelerar projetos sem depender de entregas físicas imediatas, a operação brasileira apostou na otimização da logística marítima para robôs de grande porte e no fortalecimento de serviços como o refurbish de equipamentos, garantindo entregas no prazo e mantendo o ritmo de crescimento à frente do mercado.
“Ainda podemos vir a sentir algum impacto, mas hoje isso não acontece.
Parte do motivo é que tínhamos equipamentos em estoque e continuamos consumindo esse volume local.
Além disso, os prazos de produção na fábrica permanecem estáveis, em cerca de 10 semanas, somados a oito semanas de transporte marítimo até o Brasil.
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